Moradora do interior do Estado disse que homem morto em Vilhena matou familiar dela em BH
Um dia após o assassinato de um caminhoneiro de 33 anos que se apresentava como Diogo Felipe Soares, executado a tiros em Vilhena, uma moradora do interior de Minas Gerais entrou em contato com a redação do FOLHA DO SUL ON LINE e fez uma revelação surpreendente sobre o homem morto: “esse não é o verdadeiro nome dele”, garantiu (RELEMBRE O CRIME).
Após ter acesso à reportagem publicada pelo site, a leitora mineira revelou: “esse aí é o Davidson Alves dos Santos, e ele matou um familiar meu em em BH”, contou a mulher, acrescentando que o crime aconteceu muitos anos atrás.
De posse das informações, a reportagem entrou em contato com autoridades do Sistema Penal de Minas Gerais e confirmou que a mulher estava dizendo a verdade: além de assassinatos, Davidson havia cometido outros crimes na capital mineira. Ele também se envolveu no roubo de um carro após fugir do presídio de Unaí (MG), em 2014. O caso foi publicado pelo portal G1, da Globo.
Um policial penal de BH analisou as imagens e garantiu, com base numa foto de Davidson que ainda está no sistema eletrônico da Segurança Pública mineira: “sim, tenho certeza, é ele mesmo”, disse, acrescentando que a polícia já tem conhecimento de que o corpo que saiu de Vilhena no mesmo dia do crime será velado na casa de familiares em Belo Horizonte e e será sepultado com o nome verdadeiro da vítima.
Vivendo com a esposa e os filhos em Vilhena, “Diogo” usava nome falso, mas a polícia mineira não soube precisar há quanto tempo ele estava morando em Rondônia.
O site descobriu que com sua nova identidade, David estava usando uma CNH considerada “quente”, segundo análise de um servidor do Detran também consultado pela reportagem.
Conhecido como “Giglê” pelos amigos, com quem costumava fazer trilhas de moto em Vilhena, o motorista na verdade era um pequeno empresário, dono do próprio caminhão com o qual fazia fretes.
Não há, até o momento, informações sobre a motivação do crime do qual o caminhoneiro foi vítima. Ainda não se sabe, portanto, se ele foi morto por questões atuais ou por desavenças antigas, do tempo em que vivia em Minas.
O FOLHA DO SUL ON LINE tentou contato com familiares do caminhoneiro através de todos os telefones disponíveis, mas a maioria das ligações sequer foi atendida. Nos demais, ninguém quis falar com a reportagem.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 31 de Janeiro de 2023, às 07:49