Enquanto o governador Confúcio Moura (PMDB) demonstra relativa tranquilidade em relação ao comportamento do Partido dos Trabalhadores (PT) como aliado, membros de seu primeiro escalão estão pressionando o mandatário a retaliar o que consideram uma “trairagem” da legenda.
Na primeira oportunidade que teve para demonstrar sua lealdade ao Governo, os petistas resolveram priorizar seus interesses eleitorais. Em troca da desistência do deputado Valter Araújo (PTB) de disputar a Prefeitura da capital, os parlamentares da legenda “rifaram” o postulante de Confúcio (Jesualdo Pires, do PSB) à presidência da Casa.
Dos três representantes petistas no Parlamento, dois votaram contra Jesualdo e um se absteve. Ao impor ao aliado, logo no primeiro teste da parceria, uma derrota tão importante, os petistas deram o tom do que será a parceria.
Hoje, o PT ocupa três pastas com status de secretaria na administração do peemedebista (Seagri, Emater e Idaron), além de ter preenchido cerca de 300 cargos em todo o estado, mas não parece disposto a retribuir com qualquer sacrifício. E é justamente por isso que os aliados do primeiro escalão de Confúcio estão pressionando o governado a se livrar do incômodo parceiro. A avaliação dos que pregam a retaliação é que o rompimentonão não causará grandes estragos. “Já não podemos contar com o PT mesmo, então, eles que vão procurar cargos com outro aliado”, resume um político próximo à cúpula de Confúcio.