O mesmo argumento usado pelo TRE de Rondônia, na tarde de hoje, para impugnar a candidatura do ex-governador Ivo Cassol (PP) ao Senado, deverá ser empregado para vetar também a participação do ex-senador Expedito Júnior (PSDB) no Pleito deste ano. Se mantiver o entendimento de que a Lei da Ficha Limpa já está valendo, a Corte também cassará o registro do ex-prefeito de Vilhena, Melki Donadon (PHS), que concorre ao Senado. Expedito e Melki serão julgados amanhã.
O relator do processo contra Cassol foi o desembargador Élcio Arruda. O magistrado lembrou que, pelas regras atuais, qualquer condenação por decisão colegiada (mais de um juiz) acarreta inelegibilidade. O ex-governador, assim como o tucano e o humanista, estariam nesta situação. O placar da votação foi de 5 a 2. Ao contrário de outros TREs, que ignoraram parecer do TRE quanto à aplicabilidade de nova norma, o órgão local acatou a recomendação.
Apesar do transtorno, nenhum político que já foi (ou pode vir a ser) alvo de impugnação, parece se preocupar com a situação. Entre os candidatos impera a quase certeza de que todos garantirão o registro do TSE. Nomes de peso do cenário nacional podem ficar de fora do pleito atual, caso a Justiça Eleitoral endureça suas decisões. É o caso dos ex-governadores Jackson Lago (PDT-Maranhão), Marcelo Miranda (PMDB – Tocantins) e Cássio Cunha Lima (PSDB – Paraíba), além de outros figurões. Com lideranças tão influentes em jogo, a aposta é de que o TSE vai recuar em sua disposição inicial de barrar todos os “fichas sujas”.