Um dos assaltantes de banco capturado pela Polícia Militar envolvido no assalto ao Banco do Brasil em Nova Maringá (distante 400km de Cuiabá) no dia 23 de abril, usava uma linha telefônica da operadora Vivo em nome do ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva.
Além do nome de Lula, o assaltante Jonas Rodrigues ainda usou o CPF do ex-presidente para poder cadastrar a linha na operadora. O endereço utilizado para o cadastro foi no bairro Jardim Camarão, em Natal, no Rio Grande do Norte.
Do banco, eles levaram um valor aproximado a R$ 500 mil, porém foram recuperados por enquanto apenas R$ 36 mil e alguns veículos que haviam sido comprados com o dinheiro do crime. “Um Pálio, um Voyage e um barco. Tudo isso foi adquirido pelo grupo, que pertence ao Novo Cangaço, e estava vivendo tranquilamente na cidade como se nada tivesse acontecido”, contou o delegado Flávio Stringuetta.
Junto com Jonas, que foi o primeiro a ser capturado em Nova Mutum (MT), foram presos mais nove assaltantes, sendo uma mulher. São eles: Cristiano Ximenes Dias, Bruno Nunes dos Santos, Nivaldo Francisco dos Santos, Alexandre dos Santos Silva, Renato Ribeiro Justino, Davi Aparecido Coelho de Araujo, Vidimar Brito de Oliveira, Claudinei da Silva Gericó e Patrícia Ribeiro.
Com eles foram presos armas, possivelmente usadas no crime e parte do dinheiro roubado. O encontro dos envolvidos acontecia em uma chácara na região de São José do Rio Claro (SP) e eles voltaram à cidade dizendo que todo dinheiro conquistado havia sido conquistado em uma empresa de corretagem.
O que chama atenção é a ousadia dos criminosos em usar o nome do ex-presidente da República e o CPF na compra de uma linha pré-pago da operadora Vivo. “Também vamos investigar isso. Como a empresa deixou passar essa informação com dados do ex-presidente”, concluiu Stringuetta.
Vale ressaltar que os dez detidos são membros do Novo Cangaço e por enquanto não indícios de que o dinheiro seria levado ao Comando Vermelho (nova facção desmantelada dentro dos presídios de MT). A quadrilha estaria guardando parte do dinheiro para realizar um novo assalto, provavelmente em uma alguma cidade da região, e assim tentar retirar algum membro do cangaço que está detido. “Mas agora eles vão é pra cadeia”, disse o delegado, que deve ouvir o grupo nesta tarde e encaminhá-los para a PCE.