Exame de idoso que morreu em 2024 foi marcado pela Secretaria de Saúde
 
Um drama que afeta vilhenenses que precisam de atendimentos de saúde na rede pública também atinge moradores de cidades próximas, algumas delas até de Mato Grosso, caso de Juara, quase na divisa om Rondônia.
 
E é de lá que veio, esta semana, uma ação dramática, que viralizou nas redes sociais: um homem foi até o cemitério da cidade mato-grossense para "contar" ao pai, que já morreu há nove meses, que a colonoscopia marcada como urgência finalmente havia sido liberada.
 
Recentemente, várias pessoas se manifestarem após uma reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE ser publicada, dando conta de que muitos pacientes desmarcam suas consultas na rede municipal. Os leitores alegaram que é comum alguns pacientes usuários dos postinhos de saúde locais morrerem enquanto esperam ser chamados para o atendimento (ENTENDA AQUI).
 
O vídeo-protesto, publicado pelo portal Juína News, mostra o filho ironizando a demora de quase dois anos para a realização do exame. "Bom dia, pai, bom dia. E aí, como é que tá? Tudo bem? Tudo beleza? Ô, pai, vim trazer uma grande novidade boa para o senhor. Você acredita que a sua colonoscopia saiu? Depois de quase dois anos, e ainda que era marcada de urgência, né? Saiu, a secretaria ligou", diz.
 
Gelson Luiz dos Santos tinha 72 anos, quando morreu no dia 5 de setembro do ano passado. Ele estava acamado quando o exame foi solicitado. "Você lembra que o senhor estava acamado, não podia nem andar, e a médica marcou como urgência? Falou que era com 15 dias. Agora que saiu, tem quase dois anos", completa o filho.
 
O autor da gravação também ironiza o contato feito pela Secretaria de Saúde da cidade mato-grossense para confirmar o procedimento. "Eles mandaram perguntar se o senhor está apto para fazer a colonoscopia. Eu vim aqui trazer essa novidade para o senhor, vou ver se vocês conseguem vir até aqui para fazer essa colonoscopia", acrescenta ele, em tom de sarcasmo, se referindo ao cemitério, onde os profissionais poderão encontrar o "paciente" para realizar o exame.
 
O prefeito da cidade, o Nei da Farmácia (PRD), comentou na publicação. No texto, ele afirmou que a gestão trabalha para reduzir as filas de espera por exames. "Está sendo feito um trabalho sério e responsável para resolver tal situação. Estamos fazendo mutirão para trazer respostas para essa situação de esperas, e com certeza pode acontecer. O que não podemos é cruzar os braços. Estamos há 18 meses de gestão e não faltará esforço", declarou.
 
Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde não informou oficialmente os motivos que levaram à liberação do exame após a morte do paciente.
 
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