Nenhum dos parlamentares informou eventual recusa à “mamata”
 
Horas após a Casa que preside criar um benefício para seus próprios membros, o vereador Celso Machado (PL), que usa “Doutor Celso” como nome parlamentar, explicou seu posicionamento quanto à “mamata”, noticiada hoje pelo FOLHA DO SUL ON LINE (LEMBRE AQUI).
 
O presidente da Câmara explicou que, embora regimentalmente não dê seu voto nas sessões, a não ser para desempatar placares quando alguma matéria é levada ao plenário e deixa o Legislativo dividido, no caso do auxílio-alimentação instituído hoje, ele é contrário ao benefício. E garantiu: se precisasse dar o “voto de minerva”, o vale-bóia seria rejeitado.
 
Assim como Celso, mas com manifestações contra o valor mensal de R$ 1.400,00 para a “compra de comida”, outros quatro vereadores se posicionaram publicamente: Amanda Areval (Republicanos), Samir Ali (MDB), Eliton Costa (Republicanos) e Zé Duda (Republicanos).
 
Com esse placar relativamente elástico, está criado o penduricalho, que se não for combatido pelo Ministério Público, começa a ser pago ainda este mês. O Departamento Jurídico do Parlamento vilhenense já deu parecer pela legalidade do benefício.
 
Nenhum dos vereadores que, em tese, teriam tentado barrar a “mamata” (incluindo o próprio Celso, que é médico), revelou se vai recusar a verba para “encher a pança” que, segundo seus próprios argumentos, será paga contra a vontade deles.
 
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