Vídeo gravado complica condutor do veículo acidentado
A manobra conhecida como “quebrada de asa” é uma das mais perigosas e irresponsáveis que se pode fazer na estrada. Caminhões são grandes, pesados e são ferramentas de trabalho, e qualquer erro com um gigante desses pode custar a vida do caminhoneiro ou de outros usuários de rodovias.
No dia 22 de dezembro, um acidente no Anel Viário de Tangará da Serra-MT parecia ter sido causado por um estouro de pneu, e não chamou mais atenção. Mas agora um vídeo publicado no Facebook mostrou que a causa real do acidente foi a manobra feita pelo motorista, que causou o estouro de um pneu e o tombamento da segunda carreta do rodotrem.
No vídeo de apenas 11 segundos, a carreta é vista vindo em alta velocidade e tentando a manobra até tombar, momento em que o vídeo é cortado e se ouve “Corre… Corre”. Esse vídeo foi feito por flogueiros, que muitas vezes ficam nas beiras de rodovias pedindo para os motoristas fazerem a Quebrada de Asa. No momento do acidente, fugiram correndo.
À polícia o motorista Weudes Gomes disse que trafegava à 90 km/h e ouviu um estouro, possivelmente do pneu. Pelo retrovisor não conseguiu ver a segunda carreta, que se soltou do eixo e saiu às margens do Anel Viário, derrubando a carga no matagal ao parar. “Eu estava conduzindo tranquilo, de uma hora para outra ouvi o estouro. Pelo retrovisor só consegui ver o poeirão subindo, tentei frear, mas não consegui parar”, disse o motorista à Rádio Pioneira.
Com o vídeo descobre-se que ele mentiu. O mínimo para um motorista como esse seria a cassação da carteira de habilitação, por colocar a própria vida e de outros em perigo por simples exibicionismo.
Com base nas informações da emissora matogrossense, o FOLHA DO SUL ON LINE descobriu que, tanto o profissional quanto o veículo envolvidos no episódio são de Vilhena. A firma proprietária da carreta, que só ontem recebeu o vídeo mostrando as verdadeiras causas do acidente, disse estar analisando o caso para tomar “as providências cabíveis”.
Clique aqui e assista a manobra.