Michely Toledo só chegou ao Rio no dia seguinte ao que estava previsto
 
Em sentença datada do dia 20 de julho, a juíza Christian Carla de Almeida Freitas, titular da 2ª Vara Civel de Vilhena, condenou a Azul Linhas Aéreas a indenizar, em R$ 7 mil, a assistente social Michely Toledo, em virtude de um cancelamento de voo que lhe rendeu uma série de transtornos.
 
De acordo com os autos, aos quais o FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso, em julho do ano passado, Michely, servidora estadual e que trabalha no Hemocentro de Vilhena, comprou passagens para o Rio de Janeiro, onde iria proferir palestra, como convidada, no 23º Simpósio Nacional de Captação de Doadores de Sangue.
 
Porém, no dia do embarque, em Vilhena, a autora da ação foi informada sobre o cancelamento do voo que a levaria até Cuiabá (MT). De lá, ela faria conexão e chegaria ao Rio no mesmo dia. A alegação da Azul para cancelar o voo foi de que a aeronave que faria o trajeto precisou passar por manutenção.
 
Com isso, a companhia disponibilizou transporte terrestre para a vilhenense, que levou 11 horas para chegar até a capital matogrossense. No Rio de Janeiro ela só desembarcou no dia seguinte, na hora em que o evento iria começar. Ela perdeu o início do simpósio, mas conseguiu palestrar, em outro horário.
 
Ao julgar o caso, e reconhecer os transtornos sofridos por Michely, a magistrada estabeleceu a indenização de R$ 7 mil e anotou: “o dano experimentado pela autora que teve que se deslocar de ônibus em parte do trajeto, prolongando a sua viagem se prolongou por mais de onze horas somando-se ao fato de chegar ao destino apenas no dia seguinte ainda que pela manhã mas em horário que prejudicou sua participação no início do evento”.
 
A companhia aérea recorreu da decisão, que será julgada pelo Tribunal de Justiça de Rondônia. Na apelação, a Azul alegou situação falimentar e pediu para o TJ reduzir o valor da indenização.