Time pelo qual atua na Armênia pode chegar ao primeiro título nacional
O atacante Héber Aráujo, que nasceu em Colordado do Oeste e cujos pais moram em Vilhena. está sumido dos noticiários brasileiros, mas o rondoniense conseguiu notoriedade no futebol atuando no Sul do país, com a camisa do Figueirense. Hoje na lista dos Top 50 artilheiros da Europa com 15 gols, jogando pelo Alashkert, da Armênia, está a dois jogos de conquistar o primeiro título nacional, que também é inédito para o clube. Após o processo de aprender uma nova língua, não achar boas chuteiras para jogar e ver que a sua realidade o coloca longe da seleção brasileira, seu sucesso é tamanho que dirigentes e torcedores ensaiam uma oferta de naturalização para o brasileiro.
Após ter uma boa passagem por Figueirense, Avaí, Crac e Paysandu, Héber Araújo recebeu o convite que mudou sua vida. Em contagem regressiva para conquistar o seu primeiro título no Campeonato Armênio, entrou na lista dos maiores goleadores da Europa na temporada 2015/16. No Brasil ele conquistou apenas dois vice-campeonatos com o Figueirense (Série B e Catarinense).
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Ao chegar na Armênia, nada foi fácil desde o início, o aplicativo de tradução online era o que salvava a pele do jogador quando queria se comunicar. Ele, que pouco sabia sobre o país, hoje é uma das peças mais importantes do time na temporada.
– Estamos correndo a passos largos para ser campeão do nacional, o time nunca foi campeão. Faltam cinco rodadas, temos de ganhar duas partidas e estou muito ansioso para conseguir esse título aqui – contou o atacante.
Começo complicado, além de precisar se virar com a língua, os materiais esportivos também foram um obstáculo. De garantia mesmo no início da carreira no país, só uma chuteira que ele havia levado do Brasil e virou sinônimo de gols. As que ele encontrava no país não tinham tanta qualidade e acabavam rasgando com pouco uso.
E junto ao título, o atacante rondoniense pode ajudar seu time a chegar as eliminatórias da Champions League. Atualmente vice artilheiro da liga nacional, enfrenta a disputa interna com o atacante armênio Manasyan. Seu companheiro de equipe marcou também tem 15 no nacional. Além da possibilidade de chegar ainda mais longe na carreira, o sucesso no distante país cercado por Irão, Azerbaijão, Geórgia e Turquia, pode lhe render uma naturalização.
– Escuto as pessoas dentro do clube falarem, mas até agora não tive nenhuma proposta oficial por parte da federação. Se vier a acontecer não é algo muito simples, mas vejo com bons olhos porque é a seleção que disputa qualificações para Eurocopa e Copa do Mundo – confessa.
Nos últimos cinco jogos, o Alashkert acumulou uma derrota, um empate e três vitórias. Faltando tão pouco para o título, o próximo e importante passo pode ser dado no sábado (14). Jogando em casa, no Nairi em Yerevan, às 9h (16h no horário de Brasília), o time encara o Ararat , quinto colocado no nacional.