Debate foi proposto pelo deputado Luizinho Goebel

Durou aproximadamente cinco horas a Audiência Pública sobre a Segurança Pública proposta pelo deputado estadual Luizinho Goebel (PV) e da qual participaram os deputados Maurão de Carvalho (PP), presidente do Legislativo Estadual, Só Na Benção (PSC) e Rosângela Donadon (PMDB). E ainda o secretário de Estado da Segurança Pública, delegado Antônio Carlos dos Reis, o adjunto da Casa Civil, Ezequiel Neiva, além do prefeito Zé Rover (PP), o presidente da Câmara Municipal, Junior Donadon (PMDB), e diversas autoridades civis e militares.
O debate, proposto por Luizinho Goebel, a exemplo do realizado na semana passada por iniciativa da Associação Comercial e Empresarial de Vilhena (Aciv), começou com o público expondo suas preocupações, medos e anseios no tocante à crescente violência que tem causado prejuízos financeiros e psicológicos à população.
Mais uma vez, as autoridades policiais se valeram de números para mostrar que, apesar do efetivo muito aquém do que seria o ideal, no caso de Vilhena a Polícia Militar, que faz o trabalho de repressão, o efetivo é inferior a 50% do que seria necessário. 
O deputado Luizinho Goebel se mostrou confiante de que a reunião trará resultados positivos. Principalmente depois do anúncio do secretário de Segurança Pública, Antônio Carlos dos Reis, que revelou que o governo irá contratar o dobro de policiais militares do que estava previsto inicialmente.  “A boa notícia que tenho para trazer é que vamos contratar 480 novos policiais militares, ao invés dos 240 iniciais”, disse o secretário e acrescentou que também haverá a contratação de 144 policiais civis. Mas, questionado sobre quantos destes policiais seriam alocados em Vilhena, o secretário se limitou a informar que um estudo será realizado e os novos PMs serão distribuídos conforme a necessidade de cada localidade apontada pelo levantamento.  
Reis deixou claro em seu discurso que o que se vive hoje, não apenas em Vilhena, mas no Estado, não é simplesmente uma crise na segurança pública. “Estamos pagando uma conta por tudo que não foi feito em outros tempos. Aliados a má distribuição de renda, a evasão escolar, desestruturação da família, a droga, a perda de valores e a mudança do comportamento da sociedade, e o mau exemplo dos agentes públicos, tudo isso causa a violência que bate à porta do cidadão”, disse o secretário e continuou: “Não é mudança na lei, não é polícia que evita o crime; o que evita o crime são as políticas públicas e sociais”, concluiu.   
O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, se comprometeu a, quando da discussão do Orçamento, defender um maior investimento na segurança pública.