Ao projetar ações que devem ocorrer em sua gestão na Presidência da Câmara Municipal de Vilhena, a partir do início do próximo ano, o vereador Junior Donadon (PMDB) antecipou uma discussão que estava prevista para acontecer lá pelo segundo semestre de 2015. Trata-se do aumento do número de cadeiras do Poder Legislativo local, que há três legislaturas foi reduzido de 13 para 10. Apesar de ser evidente que tal número não condiz com as necessidades do município, existem pessoas de expressão que são contra o aumento. É importante observar que o número de vereadores não tem relação direta com o valor do repasse de verbas para custeio das despesas do Legislativo, fixado em 8% do orçamento municipal.

Entre as lideranças políticas que comentaram o assunto estão o ex-vereador e presidente do PT do B em Vilhena, Ademar Bueno. Em sua avaliação, de acordo com o número de eleitores e habitantes, a cidade comporta de forma legal até dezessete integrantes na Câmara de Vereadores. No entanto, ele acredita que voltar às 13 cadeiras que havia até 2002 já seria bem razoável.

O mesmo pensa o empresário Rogério Sidnei, conhecido como “Rogério Barrela’s” (FOTO). Disputando as eleições municipais passadas em situação de flagrante desvantagem com a maioria dos demais postulantes, ele saiu das urnas com cerca de 780 votos, e só não está no Parlamento porque o partido ao qual pertencia concorreu de forma isolada, não atingindo coeficiente eleitoral. O número de votos que obteve chegou a ser superior ao da vereadora Professora Valdete (PPS), que exerce o cargo atualmente. Para Rogério, já passou da hora da Câmara de Vereadores ajustar o número de membros de acordo com a realidade local. “Isto só aumentaria a representatividade do povo no Legislativo, traria mais ideias e cabeças para pensar e trabalhar pelo desenvolvimento da cidade, além de equilibrar as forças políticas”, argumenta.

Por outro lado, uma pessoa que terá peso relevante nesta discussão, e entre os três entrevistados é a única com poder de atuar na questão, já declarou ser contra a proposta. Para o vereador Carmozino Alves (SD), a composição do Poder Legislativo está adequada, “tanto que a Câmara de Vereadores vem cumprindo seu papel na sociedade de maneira eficaz e serena”. Levando-se em consideração que a decisão caberá ao plenário da Casa de Leis e tendo em conta a liderança que Alves exerce na Casa, é provável que a disputa em torno da questão será bem acalorada.