“Aqui em Vilhena sedaram e intubaram meu netinho, e enviaram para Ji-Paraná”
A avó do garotinho de menos de 3 anos de idade, que saiu da cidade de Cerejeiras, passou por Vilhena e morreu em Ji-Paraná esta semana, está revoltada com o desfecho triste do caso, que foi publicado pelo FOLHA DO SUL ON LINE (ENTENDA AQUI).
Revoltada e indignada com a perda do neto, a servidora pública de 59 anos (de iniciais D. C.), pioneira em Rondônia, onde chegou em 1979. D.C., que se mudou de Cerejeiras para Vilhena recentemente, comentou que o falecimento do menino aconteceu em um intervalo de apenas 2 dias.
Segundo a avó, tudo começou no hospital de Cerejeiras no sábado, dia 11. O garotinho foi encaminhado para Vilhena no domingo, dia 12, chegando as 18:00h, quando poderia receber atendimento especializado em uma UTI pediátrica nos momento "OURO" de cuidados, o que poderia ter salvado a vida dele
“O que está acontecendo aqui em Vilhena é a falta dessa UTI pediátrica. Quantas crianças estão necessitando e muitos até morrendo por ficar aguardando tempo demais a regulação para outras cidades onde tem UTI pediátrica, e a dificuldade em conseguir vagas é o tempo que se perde”, relata a avó.
“Em Cacoal que era mais próxima não tinha vaga. E só conseguiu em Ji-Paraná, saindo de Vilhena a meia noite, chegando lá na madrugada, pelas 4:00h”, prosseguiu.
“Aqui em Vilhena sedaram e intubaram meu netinho, e enviaram para Ji-Paraná. Se passou muito tempo aqui, perderam tempo, muita lentidão, sem as devidas providências imediatas, por não ter especialistas em UTI de criança. Ele chegou em Ji-Paraná já com complicações sérias e graves, que poderiam ter sido evitadas, e que infelizmente culminaram na morte de um anjinho de apenas 2 anos e 8 meses”, revelou.
“Agora fica aqui o meu apelo e revolta ao Governo do Estado, secretário de Saúde do Estado e parlamentares do Cne Sul, para que façam uma UTI Pediátrica em caráter de urgência; não vai trazer meu neto de volta, porém, muitas outras mães não vão sofrer e chorar pela mesma causa que estamos chorando hoje”, argumentou.
“Quanto dinheiro público é gasto em eventos supérfluos, e o que realmente necessita e salva vidas de inocentes não está sendo investido e levado a sério. Dessa forma, creio que não somente eu, mas todas as mães devemos levantar essa bandeira e cobrar de quem quer o nosso voto de confiança a cada 4 anos”, finalizou.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 16 de Julho de 2026, às 07:40