É grave o estado de saúde do policial federal aposentado, que foi baleado no início da noite da última sexta-feira (6), quando chegava em casa, no bairro de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói (RJ), após uma tentativa de assalto. Segundo informações de testemunhas, Silas Albuquerque dos Anjos, um dos maiores nomes do Departamento de Repressão a Entorpecentes, conhecido como “Caminhão”, estaria voltando de um banco 24 horas quando foi seguido por um Corola prata, segundo vizinhos. Após ser fechado pelos criminosos, o policial teria saído do carro e corrido pela rua, quando foi alvejado por três tiros de pistola, sendo atingido na mão, nuca e cabeça.

"Até agora, não se sabe se este Corola prata estava seguindo ele ou se estava rondando a rua esperando alguém aparecer e também, nem os familiares têm certeza de que ele foi tirar dinheiro. A única certeza que temos é que ele foi ao salão cortar o cabelo para o casamento da sua filha, e depois disso até em casa, ninguém sabe. Só sei que ao sair do carro antes de entrar em casa ele foi abordado, e tentou levar os bandidos para o outro lado da rua. O que a familia suspeita é que talvez eles pudessem querer entrar em casa, e ele tentou ir para o terreno baldio em frente à residência tentando conversar. Mas, na pochete dele sempre tem uma arma e não se sabe se eles viram e atiraram ou se ele reagiu e levou os tiros. Roubaram o cordão de ouro e não levaram o relógio", contou uma vizinha do policial, que prefere não se identificar.

Silas foi socorrido por vizinhos e parentes e encaminhado ao Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, em São Gonçalo, onde passou por uma cirurgia ainda na sexta-feira e entrou em coma induzido, no qual permanece até então. No sábado (7), a direção do Hospital Estadual Alberto Torres informou que o paciente foi operado e, no momento, seu estado de saúde é considerado grave, porém estável. Ainda de acordo com testemunhas, o policial teria fugido longe da residência na tentativa de não ser sequestrado.

A vizinha da vítima também informou que ele é muito querido por todos da cidade e que por isso, após o ocorrido havia muitos policiais no endereço da sua casa. Além disso, ela lamentou o fato de que um dia após a ocorrência, seria realizado o casamento de sua filha, que foi cancelado.

"Um agente ontem veio até mim para perguntar sobre câmeras, se tínhamos visto algo, etc. Ele era da Polícia Civil. Mas ao lado da casa dele moram mais dois policiais civis. Ele está em estado crítico, com risco de morte. Mas em coma induzido por conta do tiro na cabeça. Teve um enxerto feito no braço. Na madrugada, ele se mexeu como se quisesse lutar. Deram mais sedativos. O filho foi para o Hospital pela manhã bem cedo. A filha dele se casaria e foi tudo cancelado", relatou a moça.

Ainda segundo relato da vizinhança, "na hora em que levou os tiros ninguém estava com ele, mas a mulher e a sogra estavam em casa e ouviram os disparos. Quando saíram só viram ele no chão".

"A sogra fez tudo o que podia para salvá-lo. Um vizinho dirigiu o carro até o hospital com um carro de policia abrindo caminho que encontraram no caminho", contou uma mulher que mora próximo à residência da vítima".

Uma unidade especializada da Polícia Federal está cuidando do caso, mas informou ao O Fluminense que prefere não se pronunciar, respeitando o fato da Civil estar no comando. A investigação está por conta da 81ª DP, onde o caso foi registrado. Câmeras de segurança próximas ao local do crime ajudarão na identificação e prisão dos envolvidos.

 

QUEM É SILAS

 

O policial morou e atuou em Vilhena na década de 1980. Negro, quase dois metros de altura, exibia na cidade uma simpatia que contrastava com o físico de lutador de UFC. 

Muitos de seus amigos estão lamentando o ocorrido pelas redes sociais e desejando melhoras ao agente da PF, que é casado com uma filha da ex-vereadora vilhenense Ivone Mendes.