Comissão da Assembleia se reuniu no Hospital Regional


A reunião da Comissão da Saúde e Previdência Social da Assembleia Legislativa para discutir problemas do Hospital Regional de Vilhena acabou num entrevero entre o empresário e advogado Josemario Secco, presidente da Associação Comercial e Industrial de Vilhena (ACIV) e a deputada estadual Rosangela Donadon (PMDB), que inclusive é membro da Comissão da Saúde da ALE. O bate-boca ocorreu no auditório do HR na tarde desta quinta-feira, 28, para uma plateia composta, em sua maioria, de jornalistas.
Após a fala da deputada, que anunciou verbas de emenda de R$ 1,5 milhão para a saúde, sendo parte para equipar a policlínica que será inaugurada este ano em Vilhena, entre outras ações parlamentares, o presidente da ACIV tomou a palavra par tecer críticas ao governo e à parlamentar, resumindo que as ações do governo em relação à saúde em Vilhena são pífias e que Rosângela prometeu milhões em emenda “e até agora não cumpriu”. Secco disse ainda que ela está mais preocupada em aparecer na mídia, mas os resultados práticos não existem. Por último,  criticou a peemedebista por prometer repassar para a Associação Vilhenense dos agropecuaristas (AVIAGRO) R$ 750 mil para a construção de um curral, “enquanto a saúde vilhenense agoniza”.
Em sua defesa, a deputada disse que por ser seu primeiro mandato as  emendas de sua autoria ainda estão por ser liberadas e que ela destacou recursos para a saúde, inclusive verba para equipar a policlínica, mas que também defende o terceiro setor, no caso representado pela AVIAGRO, que gera recursos para o município.
Quanto às críticas ao governo, coube ao secretário-adjunto da Saúde estadual, Luiz Eduardo Maiorquin, fazer a defesa. Ele disse que o presidente da ACIV desconhecia as ações que o Governo tem executado em prol da saúde pública de Vilhena e que ele deveria se informar com secretário municipal de Saúde para saber qual é a pactuação que o Estado tem feito com a prefeitura.
Já o presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Neidson (PT do B) não gostou do resultado dos debates, uma vez que não pode ouvir técnicos do HR, muito menos o secretário municipal de Saúde, Adilson Bernardino. “Nós temos números do que o município recebeu do governo federal e do Estado, mas precisamos saber dos números do município”, disse. Na avaliação do deputado, os repasses só do governo federal no ano passado chegaram a R$ 40 milhões, e esse mesmo valor deveria ser aplicado pelo município, já que 15% da arrecadação local do ano passado alcança essas cifras. Neidson disse que vai prosseguir os trabalhos nesta sexta-feira, uma vez que precisará cruzar os números e apresentar um relatório para a Assembleia Legislativa.
A deputada Rosangela havia marcado uma coletiva com a imprensa para as 14 horas, que teve início às 16h. Uma das críticas dos próprios membros da Comissão de Saúde foi a de que a coletiva deveria ser o último ato do evento, após um diagnóstico do HR reservado a técnicos, secretário municipal de Saúde, diretor do Hospital Regional e pacientes.