Na madrugada de sexta-feira, 2, a Polícia Militar foi até um conjunto de apartamentos no bairro Cidade Verde 4, em Vilhena, após receber denúncia sobre uma suposta violência doméstica contra uma mulher, que tinha acontecido no local.
Em contato com a vítima, que teria 25 anos e apresentava sinais de embriaguez, os policiais ouviram sua versão: ela relatou que, horas antes, encontrava-se em uma balada nas proximidades de um posto de combustíveis, ocasião em que conheceu um homem que se identificou pelo nome de “Miguel”.
Segundo a garota, ambos ingeriram bebidas alcoólicas no estabelecimento e, posteriormente, ela o convidou para acompanhá-la até o apartamento onde reside. Ainda conforme o relato da jovem, ela e o rapaz que tinha acabado de conhecer foram para o apartamento em um veículo, de cor branca, que segundo o convidado, pertenceria à empresa onde ele trabalha. Já no local, ambos mantiveram relação sexual, de forma consensual.
Na hora de ir embora, o rapaz manobrava o veículo, com a parceira dentro, quando danificou o portão e a cerca elétrica do condomínio. Após o acidente, o casal iniciou uma discussão, durante a qual a mulher teria sofrido uma mordida a testa.
Como a dona dos apartamentos saiu ao ouvir a briga e conseguiu fotografar o carro causador dos estragos, registrado em Sonora, cidade de Mato Grosso do Sul, foi possível constatar que ele pertence a uma empresa.
Durante a coleta das informações para o registro da ocorrência, a garota envolvida no episódio demonstrou irritação e passou a questionar a atuação da Polícia Militar, afirmando, entre outras manifestações, que o Brasil seria um “país de merda”, e que a polícia não conseguiria identificar o suposto agressor.
A guarnição informou que, para a identificação e localização de uma pessoa, seriam necessárias informações mínimas acerca de sua identidade ou outros elementos que pudessem subsidiar a pesquisa. Dados que a denunciante não tinha como passar, pois nem mesmo o nome do parceiro ela sabia.
A jovem também afirmou que residia na Espanha, alegando que naquele país da Europa, as coisas funcionariam de maneira diferente, e informou estar no Brasil havia poucos meses. Reiterou que havia sido agredida pelo homem que tinha conhecido recentemente, e que desejava que ele fosse localizado e responsabilizado pelos fatos.