Ligação anônima leva a prisão da dupla; advogado foi ouvido e liberado

Informações prestadas de forma anônima levaram a polícia até uma motocicleta que teria sido furtada e que estaria recebendo reparos uma oficina na Avenida Jamari, no bairro São José, em Vilhena. O veículo havia sido usado numa tentativa de assalto no qual foi baleado o empresário Edson Juliano Corbari, 38.
 
Confirmada a informação de que a motocicleta NXR Tornado de cor azul era realmente roubada, uma campana foi montada nas proximidades da oficina para identificar quem iria buscá-la. Durante a vigília os policiais identificaram o advogado F.P.J., que falou com um mecânico sobre a motocicleta roubada. 

Segundo consta no Boletim de Ocorrência, o mecânico revelou aos policiais que o advogado, que foi à oficina duas vezes, foi quem pagou pelo conserto da motocicleta. Na segunda vez que esteve no ambiente, levou o documento da moto e disse que quem iria pegá-la depois seria o cunhado do rapaz que a havia deixado lá. O advogado confirmou que esteve na mecânica tratando sobre a motocicleta, mas argumentou que apenas fez um favor para uma pessoa identificada como S.S.P., que confirmou tal versão.

Pouco tempo depois da saída do advogado, um homem identificado pelas iniciais A.R.M. foi à oficina buscar a moto. Quando saiu da mecânica, ele foi abordado e recebeu voz de prisão. A.R.M já era investigado por suspeita de participação na tentativa de assalto frustrado no dia 19, quando Corbari, sócio do supermercado Super Mais, foi atingido por três tiros. 

No endereço de A.R.M., quando os policiais conversavam com a esposa dele, chegaram o advogado F.P.J. e o suspeito S.S.P. e ambos foram levados para a delegacia para esclarecimentos. 

No endereço de S.S.P., na avenida Rosalina Marangoni, a polícia teve não apenas a confirmação da mãe do suspeito de que ele estava de posse da motocicleta, como também localizou no endereço o veículo Pálio suspeito de dar fuga ao atirador que baleou o empresário.

A mãe do rapaz disse ainda que no dia do crime um homem que ela descreveu como sendo magro e alto e que respondia pelo apelido de “Salsicha” teria levado o carro para lavar no lava jato ao lado do mercado aonde o crime aconteceu.

A polícia encontrou, na residência do suspeito A.R.M., um par de tênis semelhante ao que o atirador usava no dia do crime. Todos os objetos foram apreendidos e apresentados na Delegacia de Polícia Civil. 

Os suspeitos S.S.P. e A.R.M. foram detidos em flagrante. O advogado foi ouvido na presença de representantes da OAB e liberado.   
 
O site está, desde ontem, mantendo contato com o profissional do Direito, apontado pela polícia como “advogado do PCC”, para que ele se manifeste sobre o caso.

Fotos dos dois presos foram divulgadas em grupos de WhatsApp, mas o Boletim de Ocorrência os identifica apenas pelas iniciais. Um policial que atuou na captura, no entanto, disse que a dupla é conhecida como “Suieke e Armando”.