Paulo Mendes promete não dar trégua a novo prefeito
O jornalista Paulo Mendes (PSC), um dos mais críticos profissionais de imprensa de Vilhena, decidiu aceitar o desafio de concorrer a uma vaga na Câmara de Vereadores. Conhecido por não ”fugir da raia” em assuntos polêmicos, como a manutenção do curso de jornalismo na Unir de Vilhena - quando chegou a ser processado civil e criminalmente depois de intervir severamente nos planos de professores da graduação, que queriam transferi-la para a capital – Mendes quer ampliar suas ações através de um mandato.
Filiado e aprovado na convenção do PSC, o jornalista é o único novato do partido e vai enfrentar dois pesos pesados na disputa: o vice-prefeito Jacier Dias e o vereador Vanderlei Graebin, detentor de cinco mandatos. O comunicador diz que apesar de não ter a notoriedade dos dois colegas de partido, acredita que o momento é favorável a novos nomes e que mesmo sem mandato, já possui uma lista de serviços prestados à cidade e também ao Estado.
É dele, por exemplo, a ideia da interiorização da coleta de sangue para medula óssea nos seis hemocentros de Rondônia, implantada pelo governo estadual. Paulo Mendes também conseguiu a regulamentação, em meados de 2006, de uma lei que aprovava a criação da carteira de estudante e um recurso de 500 mil reais para a implantação, na época, do laboratório do curso de Jornalismo da Unir em Vilhena.
Mendes diz que, se eleito, vai fazer da fiscalização aos investimentos do Executivo uma ferramenta diária para que Vilhena nunca mais seja envergonhada e prejudicada econômica e socialmente como foi nos últimos anos. Ele garante não dar trégua ao novo prefeito e aos pares na Câmara. “Se for eleito, vou criar um canal direto e eficiente para ouvir a sociedade organizada sobre todos os projetos relevantes para o município. A opinião da população terá peso nas minhas decisões”, afirma Paulo Mendes.
O jornalista, que frequentemente aborda, no Facebook, questões polêmicas como os problemas do Hospital Regional, diz que, entre outras batalhas, pretende lutar para garantir dignidade no atendimento da rede municipal de saúde, área que, segundo ele, é uma das maiores vergonhas da atual administração pública.