Investigada há seis meses pelo Ministério Público de Vilhena, por suspeita de ser funcionária “fantasma” na Prefeitura, por indicação do presidente da Câmara, Carmozino Taxista (PSDC), a servidora Vanira Rodrigues dos Santos, pode provocar a cassação do vereador Elias Músico (PSC), no gabinete de quem está lotada.
Ao analisar a documentação sobre a nomeação de Vanira, enviada pela Câmara, o promotor Elício de Almeida e Silva, que investiga o caso, foi informado por uma servidora do próprio Ministério Público, que a investigada é dona de um salão de beleza na periferia da cidade. Ao tomar conhecimento da informação, o promotor foi pessoalmente à Câmara.
No gabinete de Elias Músico, constatou que alguém havia fraudado a folha de presença da cabeleireira. A ffrequência estava assinada pela própria Vanira até o dia 25 de novembro. Como o promotor recolheu o material ontem (dia 24) e diante dos indícios do crime, chamou o delegado da Polícia Civil, Fábio Campos, que recolheu documentos para a instauração de um inquérito.
Diante da repercussão do episódio, o presidente Carmozino já anunciou que vai exonerar a servidora. O parlamentar justifica a situação alegando que não controla a presença de servidores, principalmente os lotados nos gabinetes dos demais edis. Já Elias Músico deverá ser processado e denunciado pelo MP. Caso a Justiça o considere culpado, ele pode ser punido com a perda do mandato.