Além de ser caro, Poder Legislativo não revela como gasta os recursos recebidos, ao contrário da Prefeitura, Saae e IPMV, que tornam públicos até os empenhos pagos

 

A Câmara de Vereadores de Vilhena custou mais de R$ 4,5 milhões no ano passado. Os 10 vereadores consumiram mais dinheiro do que, somadas, previdência dos servidores, habitação, saneamento, cultura e assistência a idosos, crianças, adolescentes, deficientes e a comunidade em geral.

 

A lei garantiu ao Poder Legislativo 8% dos R$ 115,9 milhões que a prefeitura arrecadou até 31 de dezembro. Este ano, mesmo com “apenas” 7%, a despesa deve passar de R$ 5 milhões, por causa do constante aumento nas receitas.

 

O problema é que, fora a diretoria financeira e alguns vereadores da antiga Mesa, não deve haver outro cidadão de Vilhena -que ajudou a pagar a esta conta- que saiba dizer com precisão onde foi torrada a dinheirama e como o gasto vai continuar (e aumentar) este ano.

 

Saiba, em matéria exclusiva do repórter especial Carlos Macena na edição da FOLHA que circula neste sábado, porque a Câmara Municipal de Vilhena não tem site na internet, não divulga seus balancetes bimestrais no site da prefeitura e nem promove audiências públicas para prestar contas à população.