Depoimento de policiais também será usado
O advogado Romilson Fernandes, que defende o agricultor Pedro Arrigo, acusado de participar da chacina que abalou o Cone Sul há 15 dias, garante já dispor das provas que inocentariam o cliente de “qualquer envolvimento no episódio”. A execução coletiva, registrada numa região da zona rural conhecida como “Farinheira”, a cerca de 70 km de Vilhena, chocou a população de Rondônia e foi noticiada em nível nacional. Reportagens da Globo mostraram a crueldade do crime, que resultou em cinco mortos, três deles com os corpos carbonizados.
A justiça chegou a decretar a prisão de Arrigo e de outro suspeito de envolvimento nas mortes. Ambos são considerados foragidos. O pedido acatado pelo Judiciário foi feito pela Polícia Civil, com base no depoimento de testemunhas, que garantem ter visto Arrigo no local, em uma picape cheia de armas na carroceria.
Fernandes garante, no entanto, que as provas da inocência de Pedro São irrefutáveis: imagens das câmeras de segurança do sushi bar aberto por ele em nome do filho, em outro Estado, mostram o vilhenense trabalhando no estabelecimento. Além disso, diz Romilson, sete testemunhas, incluindo policiais que atuam como seguranças do restaurante nos horários de folga, teriam atestado sua presença no estabelecimento na data e horário do massacre. Como o comércio familiar fica a 1.500 km da tragédia, o material será usado para pedir a revogação da prisão preventiva.