A Politec de Cuiabá ainda deve colher amostras de DNA para a identificação das duas pessoas que morreram carbonizadas, ontem, em uma colisão com um caminhão Mercedes Benz, placas do Douradina (PR), na BR-174, em Nova Lacerda. Elas estavam em um veículo VW Gol Parati, placas de Várzea Grande. Os restos mortais das vítimas foram encaminhados para uma funerária de Comodoro (MT).
 
Segundo a PRF, o motorista do caminhão, 36 anos, saiu ileso. Ele relatou que seguia de Vilhena para Douradina quando se deparou com a Parati, que seguia de Nova Lacerda para Comodoro. Ela transitaria na contramão. Ele afirmou que tentou desviar, mas não houve tempo suficiente, ocorrendo a colisão frontal, com a Parati passando debaixo do caminhão. A Mercedes e o carro acabaram pegando fogo. A versão apresentada ainda será apurada.

O FOLHA DO SUL ON LINE ligou para a Polícia Rodoviária Federal em Pontes e Lacerda e na Delegacia de Polícia Civil de Comodoro, a fim de apurar maiores detalhes sobre o caso. Os agentes que atenderam disseram que a colisão aconteceu por volta das 10:00h  de quinta-feira, 16. As vítimas, segundo uma agente da PRF, teriam morrido com o impacto da batida e totalmente queimadas quando a Parati pegou fogo.

Já um policial civil de Comodoro explicou que os cadáveres ficaram em estado tão crítico que não foi possível sequer determinar o sexo das vítimas. O médico legista que atua no caso, porém, mediu os ossos do fêmur de ambos os corpos e acredita que se trata de um casal. Até a manhã deste sábado, nenhum parente havia aparecido para reconhecer os mortos, que continuam sem identificação.

O site também conversou com funcionários da Portal Colchões, empresa pertencente ao Grupo Gazin e que tem uma unidade em Vilhena. A intenção era apurar se o caminhoneiro envolvido na tragédia,  Vilson Ribeiro da Silva, mora na cidade. Como a placa do caminhão dirigido por ele é da mesma cidade onde fica a sede da Gazin, a reportagem queria confirmar também se o veículo pertence à empresa.

Uma funcionária Portal explicou que, em contato com o gerente da Gazin em Comodoro, ficou sabendo que Vilson é funcionário da Faboni, que também atua no segmento de móveis e coincidentemente também tem sede em Douradina.