A Universidade federal de Rondônia (UNIR) homologou, no último dia 24, as inscrições dos candidatos ao cargo de reitor da instituição. Um dos candidatos ao posto, o Professor Doutor Theophilo Alves de Souza Filho, de 63 anos, está em visita a Vilhena e o www.folhadosulonline.com.br conversou com ele.

Theophilo é formado em Administração de Empresas e Doutor em Desenvolvimento Sócio Ambiental. Ele é diretor do Núcleo de Ciências Sociais Aplicadas (NCSA) do campus de Porto Velho.

Segundo o candidato, o motivo que o levou a participar da disputa pela reitoria foi a luta pela redemocratização da UNIR. “A democracia acabou na universidade, a autonomia do colegiado foi quebrada e a autoridade dos conselhos foi tirada, isso tem que acabar”, disse.

Sobre os constantes afastamentos de professores do campus de Vilhena, que tanto prejudicam os acadêmicos, Theophilo disse que o problema é que não há respeito por parte da reitoria da universidade à decisão dos conselhos. “Há uma política que controla o número de professores afastados ou licenciados, de maneira que não venha a prejudicar o andamento do curso. O problema atual é que, se há quatro professores com pedidos de afastamento, o conselho do campus libera dois. Os outros dois, por serem amigos do reitor, se queixam a ele que, à revelia da decisão do conselho do campus, concede afastamento aos dois. Isso faz com que o curso fiquem sem quatro professores”.

O professor disse ainda que o projeto dele de redemocratizar a UNIR é para combater esse tipo de arbitrariedade. “Há que se respeitar as decisões dos conselhos”, disse.

Segundo ele, serão contratados professores substitutos para o lugar dos que estiverem afastados. Esses professores serão contratados por um ano, podendo o contrato ser renovado por mais um. Isso supriria a necessidade imediata.

Outro problema que causa a falta de professores, é que muitos não se adaptam à região e acabam pedindo demissão ou transferência. A solução, segundo Theophilo, é dar melhores condições de trabalho para os docentes. “Essas pessoas vêm dos grandes centros, lá elas tinham sua própria sala, seus equipamentos. Chegam aqui e se deparam com uma realidade contrária, tendo que dividir equipamentos sucateados e, se não tiver um cargo de chefia, não têm sala, ficam pelos corredores”, enfatizou.

O Professor Doutor Theophilo disse estar ciente do problema da falta de docentes no campus de Vilhena e que isso será sanado com as ações citadas acima e com as novas contratações pelo Programa de Reestruturação da Universidade (REUNI), que prevê que para cada 200 alunos o curso tenha 11 professores.