“Emerson Rei da Castanha” terminou a disputa com 35 votos
 
Na manhã do sábado, 02, o FOLHA DO SUL ON LINE encontrou, em pleno expediente da porta da agência do Banco do Brasil em Vilhena, o ambulante Emerson Charles da Silva. É naquele local que, em feriados e dias normais, ele garante seu sustento vendendo Castanhas do Pará.
 
Ao ver uma senhora sair da instituição financeira e se negar a comprar um pacote de balas oferecido por outro vendedor, Emerson lamentou: “enquanto não aprenderem a diferenciar um pedinte de alguém que está vendendo alguma coisa para sobreviver, nada vai mudar”.
 
Politizado, Emerson, hoje com 45 anos, fala com dificuldades e se locomove numa cadeira de rodas, mas mantém um raciocínio rápido. A história de lutas dele já foi narrada por este site, em artigo publicado cinco anos atrás e assinado pelo editor. (LEMBRE AQUI).
 
Apesar das limitações físicas, Emerson concorreu a vereador pelo PV no ano passado, e garante que só não se elegeu “por causa das falhas do TSE”. Usando na urna eletrônica o nome de “Emerson Rei da Castanha”, o autônomo fez apenas 35 votos, mas garante ter atingido mais de 300 nas urnas. Para ele, a interrupção da contagem fez com que sua votação fosse diminuída.
 
A Justiça Eleitoral já se manifestou várias vezes, negando que tenha havido qualquer interferência na apuração dos votos, e garantindo que os resultados representam fielmente a vontade do eleitor.