Ao contrário do que foi veiculado na imprensa local, a secretária executiva da Prefeitura de Vilhena, Vânia Aparecida Tinello, que estaria recebendo R$ 4.500,00 sem trabalhar, não é cunhada do presidente da Câmara, Carmozino Alves (psdc). A assessoria do parlamentar garante que a moça, que está sendo investigada pelo Ministério Público, é esposa de um amigo do vereador. “O marido dela, Élcio da Costa, é amigo de longa data do Carmozino, mas não tem qualquer ligação familiar com ele”, explica o jornalista Márcio Lopes, assessor de imprensa da Câmara. O comunicador esclarece que o “amigo” é servidor público aposentado e admite que ele já participou das campanhas eleitorais de Carmozino.
Já quanto à indicação de Vânia, Carmozino mantém silêncio, aconselhando os interessados no caso a questionar o prefeito Zé Rover (PP) quem pediu a contratação da servidora. Vânia foi flagrada embolsando o salário de R$ 4,5 mil pelo Ministério Público desde janeiro do ano passado. Para quem diz ter pouca ligação com moça, o vereador suspeito de ter bancado sua contratação, sabe muito sobre ela: em conversas informais, garante que a dona-de-casa foi exonerada no final do ano passado.
A suspeita em relação à servidora decorre de uma suposta negociação entre o prefeito Zé Rover e os vereadores. Pelo acordo, a fim de se livrar de críticas na Câmara, Rover teria concordado em nomear de 12 a 15 assessores (o número ainda está por ser apurado) indicados pelos edis parab cargos comissionados, recebendo salários elevados. Entre esses nomes está o de Vânia que, como os demais, jamais compareceu ao trabalho. O MP está apurando o total de beneficiados pelo “Trem da Alegria”, e deve chegar aos nomes dos parlamentares que apadrinharam as indicações.