O suspeito foi detido, pois a mulher que tentou intervir e acabou sendo agredida também, representou criminalmente contra ele
 
Uma situação comum que leva muitas pessoas a não denunciarem e nem intervirem em agressões contra mulheres por parte de seus companheiros, aconteceu na tarde de hoje na Rua Pernambuco, no bairro Novo Tempo, em Vilhena.
 
Segundo informações obtidas pela reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE, um casal ficou ferido ao tentar defender uma mulher das agressões do marido e quando a Polícia Militar chegou ao local, a suposta vítima negou que tinha sofrido violência física por parte do companheiro, mesmo as testemunhas tendo ouvido ela gritar por socorro.
 
Uma guarnição da PM teria sido acionada por uma das testemunhas, que afirmou aos militares ter visto a mulher ser agredida pelo esposo e pedido por socorro. Diante da situação, outra mulher teria tentado intervir, e foi agredida com um soco na região do peito desferido pelo marido da primeira vítima, o que a levou a uma queda e a sofrer um corte na cabeça.
 
Ao ver a esposa ser agredida pelo suspeito, a terceira testemunha entrou em luta corporal com o agressor das duas mulheres, causando e sofrendo ferimentos pelo corpo.
 
A situação só teria sido controlada porque outras pessoas interviram e apartaram a briga.
 
Porém, quando os militares chegaram para registrar o caso, a mulher que seria a vítima da violência doméstica, negou que tivesse sido agredida fisicamente, alegando que o marido chegou em casa bêbedo e apenas a ofendeu com palavras de baixo calão, tendo ela batido nele com um chinelo em um dos olhos.
 
Porém, mesmo diante da negação da esposa do agressor, a mulher que se feriu tentando ajudar, não voltou atrás e decidiu representar o suspeito criminalmente, tendo ele recebido voz de prisão naquele momento.
 
A negação por parte das vítimas de violência doméstica é comum diante do registro policial, no entanto, tal atitude não as protege, apenas faz com que testemunhas se omitam diante de tais situações, reforçando ainda mais a afirmação popular de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, que na verdade, tem custado vidas.