Vereador-PM ajudou a prender assassino, mas não atirou
O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de confirmar junto à Polícia Civil e à Federal que uma reviravolta pode estar prestes a acontecer no caso Luiz Rover. Foi achada na casa mais uma cápsula de munição e esta sim, e não a outra encontrada no dia do crime, parece ser a que cotinha o projétil disparado pelo atirador que vitimou o jovem.
Entregue à Polícia Civil por um amigo da família Rover, uma cápsula de munição .320 foi encontrada no quintal da casa, local onde aconteceu o crime que vitimou o filho do ex-prefeito Zé Rover. A bala é utilizada em revólveres ou pistolas e difere da munição encontrada no dia do crime, uma cápsula de calibre .380.
INCOMPATIBILIDADE? - A arma que estava em posse de Lucas Ramos, que já confessou o assassinato, uma pistola Taurus calibre 765mm (0.320), não teria capacidade para disparar o projétil que saiu da cápsula encontrada na madrugada do crime, visto que o diâmetro da arma é menor que o da munição .380. O fato pode indicar a presença de outra arma na cena do homicídio, a não ser que o cano da pistola tenha sido adulterado ilegalmente a fim de comportar a munição maior.
Os investigadores admitem que a informação é importante e pode significar reinterpretação da cena do crime. O exame de balística será realizado por peritos a fim de confirmar a partir de qual arma foi disparado o tiro e se a pistola de Lucas tinha capacidade de usar os dois tipos de munição.
Até o momento nenhuma das partes, suspeitos, vítimas ou testemunhas, mencionou a presença de outra arma na ocasião. A Polícia Federal deverá agora proceder um teste prático na arma apreendida para verificar sua adulteração ou não.
O único a portar arma na cena do crime, além do assassino, era o vereador e sargento da PM Carlos Suchi, que afirmou não ter atirado, visto que quando chegou à casa de Rover o assassino já havia sido dominado e desarmado pelos presentes na casa.
Suchi afirma ainda que o menor que participou da ação e também foi capturado, teria fugido, já que ele e as vítimas se concentraram na contenção de Lucas.
Nesta manhã, o delegado Núbio Lopes afirmou cogitar que o tiro que atingiu o jovem foi, possivelmente, o segundo disparado. Entretanto, ainda não está clara a ordem dos fatos no momento da confusão.
A ausência de câmeras no local da casa onde o crime aconteceu, entre a garagem e a edícula dos fundos, impossibilita a reconstrução em vídeo do acontecimento. Testemunhas chegaram a afirmar, no dia do crime, que três tiros tinham sido disparados e que um deles havia atingido o muro, entretanto não foram encontrados indícios da afirmação até o momento.