Em entrevista a uma emissora de TV esta semana, o senador Ivo Cassol (PP) resolveu responder à acusação feita pelo governador Confúcio Moura (PMDB), de que ele teria deixado milhões em dívidas sem previsão de caixa. Cassol não só desmentiu a informação como também partiu para o ataque.
Sobre os débitos, o ex-governador explicou: “Não se pode pagar no mesmo mês uma dívida contraída em dezembro. Essa dívida, necessariamente, tem que ser paga em janeiro. Por exemplo: o fornecimento de comida para os presídios e hospitais. Mas os salários e o décimo terceiro foram pagos dentro do mês trabalhado. Isso é possível”.
Quanto aos atrasos nos pagamentos dos fornecedores, que estariam sendo provocados pelo suposto rombo nos cofres públicos, Cassol foi mais incisivo ainda: “O calote sistemático do Governo Confúcio Moura nas empresas prestadoras de serviço e fornecedoras do Estado faz parte de um esquema montado por ‘um bando de picaretas’ que assessora o governador e tem um objetivo muito claro: quebrar os empresários para que auxiliares do atual chefe do Poder Executivo estadual assumam os negócios, ‘pagando preço de banana’”.
Bem ao seu estilo, o senador explicou como funciona o suposto esquema de extorsão praticado por aliados de Confúcio: “Eles dizem: ‘vamos quebrar você se você não vender o seu negócio pela metade do preço, a preço de banana’”.
O tiroteio foi encerrado com uma acusação dura: “O Governo do Confúcio, do PMDB, não tá pagando ninguém. È o caos. Estão dificultando para vender facilidade. Isso é crime. Querem prejudicar os fornecedores para beneficiar os compadres e amigos, um bando de ‘empresários’ amigos deles, tudo falido, que eu botei pra correr quando era governador. São os donos das empresas de pasta, que querem vender, receber mas não entregar o produto, e ainda superfaturar preços. Esse carnaval que o Confúcio está fazendo é uma mentira. E vou desmentir o Confúcio em todo canto que eu puder. Os picaretas estão dificultando a vida dos empresários para levá-los ao desespero para depois chamar todo mundo para ter uma conversa de pé de ouvido. Isso é extorsão”.