Com o encerramento das convenções nesta quarta-feira (30) está praticamente fechada as coligações e os nomes que concorrerão ao governo, ao senado e a Assembléia Legislativa de Rondônia. “Prefiro caminhar com quem foi meu adversário político do que com aquele que foi aliado e me traiu,”. Com estas palavras o ex-governador Ivo Cassol (PPS) saudou a inclusão do nome de Melki Donadon (PHS) como segundo nome da coligação da Frente Progressista para concorrer ao Senado Federal.
No domingo o candidato tucano Expedito Júnior (PSDB) participou da convenção do PHS e havia anunciado que a vaga de candidato ao senado era de Melki em sua coligação. Mas entre segunda e terça-feira não conseguiu resistir à pressão do PSC e do ex-deputado federal Agnaldo Muniz e recusou a vaga a Melki, que foi convidado pela frente progressista para ser candidato ao senado pela coligação que reúne dez partidos (PPS, PP, PTB, PHS, PSDC, PV, PRP, PMN, PSL, PTN). A coligação tucana reuniu apenas três partidos (PSDB, PR e PSC). “Agradeço à frente progressista pela oportunidade de concorrer ao senado federal e farei de tudo para dar o meu melhor para a vitória do grupo e da reeleição de João Cahulla ao governo”, disse Melki, que tem o presidente regional do PHS Herbert Lins como 1º suplente. Confirmado que será o candidato a vice na chapa e João Cahulla, o deputado estadual Tiziu Gidalias disse que vai pedir votos para Melki. “No Vale do Jamari onde tiver um voto para o Cassol terá outro para o Melki”. Já o governador João Cahulla, que concorre à reeleição confirmou a disposição de também pedir votos para a dupla Cassol e Melki.
Para Herbert Lins, presidente regional do PHS, depois da “traição” de Expedito à Melki o melhor caminho para o partido era caminhar com a frente progressista. “A união de Melki com Cassol é boa para a eleição e para o futuro de Rondônia. Ambos tem currículo de serem grandes realizadores de obras e políticos arrojados. Embora tenham sido adversários sempre foram leais aos seus princípios. Em política, é como já disse Ulisses Guimarães: nunca se pode ser tão adversário que um dia não possa ser aliado, e nem tão aliado que um dia não possa ser adversário”