Ao receber, na noite de ontem, durante uma solenidade de entrega de medalhas a autoridades no Tribunal de Contas, em Porto Velho, a notícia de que havia sido inocentado pelo TSE da acusação de compra de votos, o governador Ivo Cassol foi às lágrimas. A emoção do mandatário contrastou com a firmeza de suas palavras ao comentar o julgamento: “A pessoa que causou tudo isso jamais terá a minha admiração”, desabafou, referindo-se ao ex-senador Expedito Júnior (PSDB), que foi cassado pelo TSE no mesmo processo que apurava a corrupção eleitoral.

Ao comentar a reação de Cassol, o vilhenense Augustinho Pastore, presidente do Idaron e pré-candidato a deputado federal pelo PP, disse por telefone ao WWW.folhadosulonline.com.br: “Nunca vi o governador chorar. Suas lágrimas são a prova da tensão que ele viveu, ao ser acusado de um crime que não cometeu”. Pastore previu os reflexos da decisão da Justiça na campanha eleitoral deste ano: para ele, o vice-governador João Cahulla (PPS), que disputará o Palácio Getúlio Vargas com o apoio de Cassol sai fortalecido. “Além de poder se dirigir ao povo com a leveza de quem provou sua inocência, ele disputará justamente contra o causador de todo esse transtorno”, explicou, referindo-se também a Expedito.

CAHULLA - Caso Cassol fosse condenado, a punição atingiria também seu vice, João Cahulla. Com a absolvição, ele deve assumir a titularidade no início de abril e disputará a reeleição. Segundo Pastore, além do prestígio que o cargo lhe confere, Cahulla tem como trunfo adicional o argumento de que será a “continuidade das mudanças iniciadas por Cassol em 2003 e que garantiram o grande avanço de Rondônia desde então”.  Para o vilhenense, “essa vitória colocou lenha na fogueira da nossa campanha”, entusiasmou-se, prevendo que a ida de Cahulla ao segundo turno será confirmada com facilidade.