A chacina que terminou com quatro mortos na cidade de Formosa (GO), no entorno do Distrito Federal nesta semana foi motivada pela cobrança de uma dívida de R$ 250 mil, segundo a Polícia Civil. Vídeos que estão viralizando nas redes sociais mostra a cena de horror após o tiroteio (ASSISTA ABAIXO)
Ao portal de notícias g1, o delegado José Antônio Sena contou que as vítimas foram até a casa de um policial militar da reserva para realizar a cobrança, quando foram baleados pelo militar e outras duas pessoas enquanto ainda estavam dentro de um carro.
O caso aconteceu ontem (terça-feira, 11). De acordo com Sena, a dívida era referente à compra de um caminhão do tipo prancha. Ainda segundo o delegado, há também a suspeita de que as vítimas fizessem empréstimos, atuando como agiotas, mas que, inicialmente, a suspeita é de que o crime tenha sido motivado somente pela dívida do veículo de grande porte.
"As inteligências da Polícia Civil e Polícia Militar têm informações de que eles também mexiam com agiotagem, mas, de antemão, o fato refere-se a esta dívida de R$ 250 mil", disse Sena.
Segundo informações iniciais, os disparos teriam ocorrido durante uma troca de tiros envolvendo, supostamente, um policial militar de Rondônia, da reserva remunerada. A informação não é oficial e a identidade dele, bem como a cidade em que morava em Rondônia, foram mantidas em sigilo.
Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, a motivação do confronto seria o fato de um filho do “cabo aposentado” estar devendo os R$ 250 mil, o que o teria levado, segundo uma pessoa próxima, a “sapecar” os cobradores
VÍTIMAS
De acordo com a Polícia Civil, duas das vítimas são moradoras de São Paulo e fazem parte de uma comunidade cigana, enquanto as outras duas são de São João d'Aliança, na região nordeste de Goiás. Elas foram identificadas pela Polícia Científica como:
• Luís Antônio Rodrigues, de 58 anos;
• Gustavo Fernandes Graças, de 30 anos;
• André Luiz Ferreira Silva, de 41 anos;
• Gustavo Aurélio Miguel, de 31 anos.
Nas redes sociais, a Prefeitura de São João d'Aliança publicou duas notas de pesar lamentando as mortes de Luís Antônio Rodrigues e Gustavo Fernandes Graças. Gustavo era ex-secretário municipal de Transportes da cidade. O município também decretou luto oficial de três dias.