Candidatos aprovados no concurso para socioeducadores para a rede estadual reclamam basicamente de duas coisas do governador Confúcio Moura (PMDB). Primeiro, o mandatário máximo rondoniense não os convoca para assumir ao cargo para o qual foram aprovados. Segundo, o governador contratou servidores emergenciais para ocupar o lugar deles. O concurso para suprir a demanda por socioeducadores na rede estadual foi feito entre agosto e dezembro de 2014. Na época, foram abertas 50 vagas para o cargo, sendo que 5 delas vagas eram para deficientes físicos. O cerejeirense D. M., de 20 anos, foi um dos aprovados. Segundo o jovem, a promessa do governo estadual não está sendo cumprida. E a promessa foi feita pelo próprio governador logo após a aprovação dos candidatos. “Era para sermos chamados no início deste ano, mas até agora nada. E o prazo final para fazer a substituição dos emergenciais pelos aprovados no concurso vence em 30 de junho, mas é preciso que sejamos convocados 60 dias antes, pois teremos que fazer o curso de formação que antecede à efetivação no cargo”, diz o cerejeirense. Para se efetivarem nos cargos, os concursados precisam ser aprovados em cinco etapas: a prova teórica, na prova de aptidão física e na avaliação psicológica. Os três primeiros testes já foram feitos, faltando apenas o curso de formação e a investigação social do candidato. Os aprovados seriam contratados pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), do governo estadual. De acordo com o cerejeirense que passou no concurso, há no município cinco candidatos aprovados para o mesmo cargo e que esperam o chamado para o curso de formação para, daí, serem de fato contratados pelo governo estadual. Além dessa questão, os aprovados no concurso também reclamam que o governador Confúcio Moura contratou servidores emergenciais para ocupar as vagas em aberto, evitando chamar os concursados. “Dos cerca de 290 socioeducadores de Rondônia, mais ou menos 150 foram chamados sem concurso. Mais de 50 por cento dos servidores deste setor é de emergenciais”, diz o cerejeirense. Enquanto não são chamados para assumir a vaga para a qual foram aprovados, os aprovados no concurso para socioeducador usam as armas que podem para pressionar o governo. Uma dessas armas é a rede social, onde é publicada a imagem que ilustra esta reportagem.