Cerca de 150 pessoas participaram do evento no sítio
Uma celebração religiosa, na noite de sábado, 18, ocorrida na 2ª Eixo, na zona rural de Cerejeiras, comemorou a recuperação do agricultor Udson Oliveira do Carmo, de 45 anos, que sofreu um acidente de moto por volta das 16h00 do dia 15 de abril deste ano na BR-435. A família, frequentadora da Igreja Batista e moradora da região há quase 30 anos, realizou a cerimônia religiosa com a participação de amigos, parentes, vizinhos e irmãos de fé.
O agricultor Udson do Carmo sofreu o acidente de moto junto com o filho, Jeferson Fernandes, de 19 anos. O rapaz, que conduzia o veículo que bateu na lateral de um carro e escorregou no asfalto, foi levado em estado grave para o Hospital Regional de Vilhena junto com o pai instantes após o acidente, mas não resistiu e morreu por volta da meia-noite do mesmo dia. O agricultor é irmão do sargento da Polícia Militar em Cerejeiras, Meuquizedeques do Carmo, o Melki.
O pai, que seguia na garupa da motocicleta, também foi levado em estado grave para o mesmo hospital, onde ficou por volta de 30 dias. O agricultor só ficou sabendo da morte do filho quando já estava prestes a deixar a unidade hospitalar vilhenense e mesmo assim demorou a entender a realidade, uma vez que passou algumas semanas sofrendo “variações”, com dificuldades de lembrar fatos recentes.
Agora, cerca de três meses depois do acidente, Udson se recupera de uma cirurgia da bacia e está fora de risco. Há uma esperança, tanto dele quanto da família, que de que volte a andar normalmente – esperança essa que é reforçada pelos diagnósticos dos médicos.
A memória do agricultor, antes afetada pelo acidente, voltou a funcionar e ele se lembra normalmente dos fatos, inclusive da morte do filho, mas parece resignado diante da tragédia.
O culto religioso contou com cerca de 150 pessoas presentes, na maioria deles vizinhos das redondezas da zona rural de Cerejeiras e Colorado. A cerimônia contou com a presença de cinco pastores evangélicos de diversas denominações e um dos líderes religiosos chegou a tocar uma harpa, instrumento exótico já mencionado nos tempos bíblicos.
Durante quase toda a celebração evangélica, o nome do jovem que morreu foi mencionado, quase sempre fazendo a referência de que “ele está melhor que nós”.