O grupo de pai disse que irão entrar com uma ação no MPF para manter as duas últimas escolas rurais do município funcionando
Mais um ato contra o fechamento das duas últimas escolas
rurais de Cerejeiras, marcou a manhã desta quinta-feira, 18, e a reportagem do
Conesul Acontece acompanhou desde cedo toda movimentação.
A queda de braço
entre prefeitura e comunidade rural ganhou mais um capítulo, e diferentemente
do que a secretaria municipal de educação relatou, dizendo que eram apenas oito
pais contrários ao fechamento das Escolas Américo Vespúcio (4º Eixo) e Escola
Unicampo (3º Eixo), hoje esse número mostrou-se bem diferente, reunindo dezenas
de pais, e ainda um abaixo-assinado com mais de 300 assinaturas.
A concentração ocorreu às 9h00min na sede do Sindicato dos
Trabalhadores Rurais, e se deslocou em marcha, até a Prefeitura e Ministério
Público de Cerejeiras, e se encerrando novamente na sede do Sindicato.
Durante o percurso, a Comissão Mobilizadora, fez ressaltou a
comunidade cerejeirense, que acompanhava dos comércios e nas ruas, o drama que
o povo do campo vem passando, inclusive com os próprios alunos participando do
protesto.
Com faixas, cartazes e empunhando um microfone, os pais alertavam
aos que ouviam, informando a situação, pois muitos moradores da área urbana
ainda não sabia desse fato. “Não podem
tirar as únicas duas escolas que ainda existe no Campo em Cerejeiras. Enquanto
o município de Vilhena investe na construção de uma escola no campo, Cerejeiras
quer fechar as únicas que ainda existem na zona rural. Fechar uma escola é
fechar uma história, é mudar a realidade das pessoas sem o seu consentimento”, disse
um dos pais.
A passeata parou em frente ao MP, e logo depois em frente a
Prefeitura, interrompendo o trânsito por alguns minutos. Os manifestantes
chamaram o prefeito e a secretária para ouvirem suas reivindicações, porém
nenhum compareceu, e também não fomos informados se ambos se encontravam na
prefeitura.
Logo após, todos se encaminharam até a sede do Sindicato Rural, onde houve mais uma reunião, que pela maioria foi decidido que vão dar prosseguimento com as ações. Um dos coordenadores dos pais, informou que o grupo já entrou em contato com o MPF, e toda documentação necessária já está sendo juntada, e nos próximos dias uma nova ação será protocolada contra a prefeitura, só que agora em âmbito Federal.