Vereadores organizam audiência pública para debater ações para melhoria do trânsito vilhenense
 
Na sessão da semana passada, um grupo de vereadores de Vilhena levantou a possibilidade da realização de uma audiência pública para debater ações para a melhoria do trânsito na cidade. A preocupação principal era em relação a violência que causa mortes e lota a ala ortopédica do principal hospital da região.
 
No último sábado, 14, um acidente que envolveu duas motos, uma delas de grande porte, causou a morte de uma jovem de 25 anos e deixou gravemente ferida uma criança de apenas 05 anos de idade.
 
Os vereadores comentaram, na sessão de hoje, sobre essa tragédia ao reforçarem a necessidade ações urgentes que possam levar a melhoria do trânsito para diminuir o número de acidentes e, por extensão, o de vidas perdidas. 
 
O primeiro a tocar no assunto foi o vereador Wilson Tabalipa (PV), que lamentou o ocorrido e se mostrou confiante sobre a participação da sociedade no debate sobre o trânsito. “Em breve teremos uma audiência pública, espero que com a participação do Legislativo, do Executivo, Ministério Público também, e de toda a sociedade que possa vir debater sobre o trânsito, para um trânsito mais seguro para todos nós”, ponderou. 
 
O vereador Sargento Damassa (PROS) comentou sobre a importância da audiência pública, mas não se furtou em criticar os condutores: “um pouco dessa situação é por imprudência dos próprios motoristas. Não adianta a gente melhorar o trânsito se os motoristas não tiverem consciência. Esse acidente de sábado foi imprudência do rapaz, em uma moto grande, e a cidade não comporta isso, o cara a 100 por hora”, apontou.
 
O vereador Pedrinho Sanches, do Avante, lamentou a morte da jovem envolvida no acidente de sábado, e evidenciou o grande fluxo de veículo nas ruas e rodovias que cortam a cidade de Vilhena. “Eu quero lamentar a perda da vida, no trânsito de Vilhena, da jovem Vanessa, e desejar os meus sinceros pêsames à família dessa jovem que perdeu a vida de uma maneira brutal, por irresponsabilidade de outra pessoa. Desde que eu vim morar em Vilhena, há pouco mais de 2 anos, fiquei observando e não existe lógica de uma cidade com mais de 100 mil habitantes, e que recebe todo o noroeste do Mato Grosso, noroeste rico, que vem de carro, moto; todo o Cone Sul de Rondônia e todo mundo que passa por Vilhena trafegando pela BR 364 e pela BR que vai pra Juína (174), não suporta. Algo precisa ser feito”, disse o vereador.
  
Seguindo a linha do que havia comentado Sargento Damassa, Sanches afirmou: “Mas, vou ser bem sincero com os senhores, não são as placas, não são os quebra-molas, não são os semáforos ou a falta deles, que estão causando tanta lágrima e tanta dor. E quando você vai à ortopedia do Hospital Regional não tem como não chorar”.
 
Para o vereador do Avante, é preciso que se faça investimentos na educação. “Vilhena tem condições financeiras para isso, precisamos fazer urgentemente um trabalho nas escolas, porque o cipó você torce ele é quando está novo, porque se você deixar crescer ele quebra. É ir nas escolas e fazer um trabalho de base com as crianças, para quando elas sentarem no banco traseiro, na garupa da moto, elas mesmas vão chamar a atenção do pai, essas crianças serão os adultos de amanhã”, disse.
 
 Sanches também apontou para ações de fiscalização. “E, neste momento, é pra ontem, nós precisamos pensar na nossa guarda municipal, fiscalização. Monta uma guarda com pessoas que são preparados, tem tantos policiais que já estão na reserva, que conhecem tudo isso. Uma mãe não tem que chorar por um filho que ela carregou no ventre nove meses, por conta de um doido que acha que é dono do mundo”, bradou. 
 
Já o vereador Zeca da Discolândia (PSD) sugeriu o estudo de uma homenagem à jovem vitimada no acidente do último sábado. “Que a gente coloque com um marco, para que a partir daqui, que haja uma melhora no trânsito de Vilhena”, disse o vereador.
 
Foi agendada para depois da sessão legislativa desta terça-feira, 17, uma reunião com os vereadores para debate sobre a realização da audiência pública, inclusive com a decisão de uma possível data.