Em Vilhena três dos dez vereadores são candidatos a deputados estaduais. São eles a Eliane da Emater, do PV e Elias Músico e Vanderlei Graebin, ambos do PSC. Desses vereadores/candidatos nenhum tem o apoio dos colegas da Câmara Municipal, nem mesmo os que são colegas de partido dos postulantes.

Por que será que esse fenômeno ocorre? Ontem  pela manhã, logo após a sessão da Câmara de Vereadores, o www.folhadosulonline.com.br falou com alguns parlamentares a respeito do tema. E também questionou aos que são candidatos se o fato deles estarem em campanha política não atrapalhava o rendimento do grupo quanto ao trabalho legislativo.

Dos que são candidatos, o único que não foi ouvido foi o vereador Vanderlei Graebin, que não compareceu a sessão plenária.

Eliane da Emater disse não poder responder pelos outros, mas informou que lamenta a falta de apoio dos companheiros. ”A gente fica triste, porque agora que a Câmara poderia ter unidade, não tem, cada um já tem seus compromissos assumidos”, declarou.

Para Elias Músico, o fato de ser candidato não prejudica sua atuação como parlamentar. “Pelo contrario, há ganhos, porque estou mais junto ao povo, escuto o que as pessoas têm a dizer. Estou junto com a massa e sei exatamente do que ela precisa e,  sabendo disso, desempenho melhor meu papel como vereador”, argumentou.

O presidente da Casa Carmozino Taxista (PSDC), disse desconhecer os motivos que levaram seus colegas a apoiarem outros candidatos em invés dos companheiros. “Posso falar somente por mim, e o meu caso é que a política é planejamento. A gente já tinha um projeto político definido e somos fiéis a esse projeto” finalizou o edil, que apóia Jean de Oliveira (PSDB), contra os amigos de Parlamento.

Para o vereador Marcos Cabeludo (PRP), cada vereador tem seu projeto. “O meu é seguir apoiando a quem me deu apoio. Antes de ser vereador, trabalhei na campanha do Ezequiel Neiva (PPS). Na minha campanha para vereador ele me ajudou e é assim que trabalhamos: um ajudando o outro”, frisou.

É quase consenso na Câmara que ser candidato e se dedicar a uma campanha política não afeta o trabalho como legislador.  No entanto, o vereador José Cechinel, do PSC, discorda de seus colegas a esse respeito. “Afeta profundamente. Ser candidato toma muito tempo, não tem como fazer um bom trabalho na Câmara estando envolvido em uma disputa eleitoral tão acirrada e que requer tanta dedicação. Meu pensamento é que o vereador que fosse candidato deveria se licenciar e em seu lugar o suplente assumiria” enfatizou.

Quanto ao apoio aos colegas Cechinel, que vai de Luizinho Goebel (PV) para deputado, disse que “nem sempre depende do partido e sim do projeto político de cada um. Sou do PSC, mas estou com o Luizinho que é do PV. É assim, mais um projeto político individual do que uma questão de engajamento partidário” declarou.