O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou nesta quarta-feira, 22, no Hospital Regional de Vilhena, o jovem Jean Carlos Faria de Medeiros, 21 anos, que ontem (terça-feira, 21), deu entrada na unidade com ferimentos provocados por facãozadas. O rapaz aceitou dar sua versão sobre a acusação que pesa contra ele: ter invadido uma distribuidora de bebidas na avenida Paraná.
Jean admite que entrou mesmo no estabelecimento disposto a roubar, mas garante que aquele seria seu primeiro crime. Flagrado pelo dono do comércio, o rapaz saiu correndo do local, levando alguns litros de bebida. Ele próprio explica porque resolveu levar os produtos: “Eu ia dar uma festa para os amigos e não tinha uísque, vodca ou cachaça”.
Tentando recuperar as mercadorias, o dono da distribuidora, que estava completamente pelado, pois levantara da cama para beber água quando deu o flagrante, perseguiu o ladrão até o ginásio de esportes Geraldão. Ali, armado com um facão, desferiu um golpe que atingiu a mão do acusado. Jean conseguiu se desviar do segundo golpe, que acertaria seu pescoço e resolveu devolver os objetos.
Só que o comerciante não se deu por satisfeito e exigia que o jovem o acompanhasse levando o produto do roubo. Diante da recusa do acusado, ele lhe aplicou novo ferimento na outra mão, momento em que Jean correu e se escondeu dentro de um templo evangélico. Sem ser visto, o ladrão ouviu o homem dizer, imaginando que o terceiro golpe tivesse atingido a cabeça da vítima: “Deve ter morrido. Ainda bem: é menos um...”.
Sangrando muito, o marginal confesso foi até a casa de um amigo e, de lá, ligou para a polícia, que o levou até o hospital. Ele se disse arrependido da ação, mas mesmo assim terá que responder a processo pelo crime. “Mas pelo menos escapei com vida”, respira aliviado.