O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma ação do governo federal que tem como finalidades básicas a promoção do acesso à alimentação e o incentivo à agricultura familiar. Em poucas linhas: o governo compra os produtos dos agricultores familiares e repassa a entidades assistenciais cadastradas que doam esses itens as famílias carentes.
Em Rondônia, a responsável pela aquisição e doação destes alimentos é a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), que ontem (quinta-feira, 14), recebeu a primeira remessa de alimentos do ano. De agora até setembro, segundo Eliane Back, extensionista em gestão da Emater, as entregas devem ocorrer semanalmente.
Back explicou que a verba destinada pelo governo federal para a região do Cone Sul de Rondônia é de R$ 1 milhão e Vilhena recebe metade deste investimento. “Nós temos 105 agricultores cadastrados que nos fornecem alimentos os mais variados”, disse Eliane, explicando que cada agricultor tem uma cota anual R$ 6.500,00. Valor que é creditado direto na conta do agricultor pelo governo federal. “Para o agricultor é uma garantia de comercialização dos produtos, um garantia de renda”, pontuou a funcionária da Emater.
Para o agricultor Nedir Moreira, que tem uma chácara no Setor Vilhena, a venda de produtos ao programa do governo federal significa um complemento da renda. “É uma segurança, eu entrego meus produtos em alguns mercados, mas a compra pelo PAA me garante uma melhor renda e por vezes um melhor preço”, disse Moreira.
Se para os agricultores o PAA é fonte de renda, para as famílias que recebem esses alimentos via entidades assistenciais é a certeza de comida na mesa.
Os alimentos entregues pelos agricultores são repassados às entidades no mesmo dia. Em Vilhena, esses alimentos, e vale ressaltar a diversidade que vai desde hortifrutigranjeiros a pães, queijos e pescados, são entregues a algumas entidades, entre elas a AMAS, a Pastoral da Criança, a ONG O Caminho, e em algumas escolas, principalmente as que atendem uma clientela de baixa renda.
Para a coordenadora da ONG O Caminho, Adriana Cristina Martins, que auxilia 50 famílias carentes, o programa é importante, pois garante uma alimentação de boa qualidade e saudável a pessoas de baixa renda. “É muito bom e tem ajudado muita gente, quisera que houvessem outros programas iguais a este”, frisou a coordenadora da ONG, que também oferece às crianças destas famílias aulas de informática, Karatê, Futebol e reforço escolar.
Os alimentos recebidos pela Pastoral da Criança, entidade ligada a Igreja Católica, irão para nas mesas de 37 famílias vilhenenses. “Para essas famílias, este período de quatro ou cinco meses por ano que dura o programa, é uma época de fartura na mesa”, disse Maria Osete dos Santos, agente da Pastoral da Criança.