O ex-secretário municipal de Esportes de Vilhena, José Natal Pimenta Jacob, o Natalzinho, esteve na redação do FOLHA DO SUL ON LINE  na manhã desta terça-feira, 25, para comentar a recente decisão do Tribunal de Contas de Rondônia, que o obriga solidariamente a devolver mais de R$ 1,3 milhão, além de quitar multa por supostas irregularidades.

A condenação, que não definitiva, se refere convênios celebrados entre a prefeitura de Vilhena e o VEC, time do qual Natalzinho foi diretor em várias ocasiões. Na época em que o dinheiro foi repassado ao Clube (nos anos de 2005, 2006 e 2007), Natal ocupava a Semec na gestão do prefeito Marlon Donadon.

O desportista garante que nem um centavo dos repasses, que somam R$ 430 mil considerando os três anos, foi desviado. Ele diz que, neste período, em que o time foi campeão em 2005, vice em 2006 e ficou em terceiro lugar em 2007, os gastos chegaram a R$ 1,2 milhão. 

Natalzinho explica que, para cobrir o restante das despesas, os empresários Modesto Batista e Itamar Costa, que presidiam o VEC, tiravam dinheiro do bolso para ajudar. O comércio também colaborava com o time.

O ex-secretário informa que ainda não foi notificado de decisão do TCE, mas já avisa: irá recorrer até o STF se for preciso, pois entende que não cometeu ilegalidades. “Esse processo, inclusive, já foi arquivado por prescrição na justiça”.

Jacob lembra que todo esse problema ainda rende tantas dores de cabeça, inclusive prejudicando o VEC, que não pode mais receber ajuda oficial, em virtude da ação de dois vereadores que exerceram mandatos entre 2005 e 2008. O petista Mauro Bil e o pedetista Arlindo Nenzão foram à justiça denunciar os convênios, alegando que eles seriam ilegais.