Restauração de rodovia motiva reclamações
A rodovia BR-435, antiga RO-399, que liga Vilhena a Pimenteiras, com cerca de 180 quilômetros de extensão, é quase toda pavimentada. Para ser completamente asfaltada, só falta concluir um trecho de uns 30 quilômetros após o Trevo de 13, depois da cidade de Cerejeiras, rumo a Pimenteiras.
Mas o trecho da BR-435 que mais tem causado reclamações é o que vai de Colorado a Cerejeiras.
O motivo das constantes reclamações de usuários da estrada é que, sempre quando a rodovia passa por uma restauração, o trecho em questão fica de foro da obra total e é abandonado pela empreiteira.
É o que aconteceu neste ano, ao que tudo indica. Em maio, uma empreiteira começou o recapeamento na saída de Colorado e foi direcionando a benfeitoria rumo a Cerejeiras. Agora, cerca de quatro meses depois, a empreiteira deixou a restauração da pista inconclusa.
Acontecimentos como esse têm decepcionado até mesmo os vereadores de Cerejeiras. “É sempre assim. Eles vêm asfaltando de Vilhena para cá, mas quando chega em Colorado eles param”, diz o vereador Valdecir Atílio, o Kiko (PP).
“Acredito que essas empresas recebem por medição do que é feito. Por isso eles escolhem fazer o lugar mais fácil, que é de Colorado a Vilhena. Quando era para fazer esse trecho de Colorado a Cerejeiras, aí a obra encarece e a empreiteira larga o serviço pela metade”, diz o vereador cerejeirense David Gomes (PP), o Davi da Ambulância.
Quando esteve em Cerejeiras, no sábado passado, dia 22, o senador Acir Gurgacz (PDT) tocou no assunto da BR-435. “Essa rodovia será feita pela Cavalca, uma empresa de Cuiabá. Mas essa mesma empresa pegou também o trecho da BR-364, de Vilhena a Pimenta Bueno. Por isso estou pressionando a firma para fazer essa obra aqui rapidamente”, disse o senador à plateia que o ouvia.
A reportagem do site FOLHA DO SUL ON LINE percorreu o trecho entre Colorado e Cerejeiras na manhã de quarta-feira, 26. Alguns trechos em que a empreiteira retirou a pavimentação antiga não foi colocado nem uma lama asfáltica, mas apenas uma “tinta preta” por cima. Nos lugares que já estavam ruins, com buracos, a situação só piora.
Essa prática comum – de as empreiteiras deixaram esse trecho de fora das obras de pavimentação executadas na BR-435 – já motivou até a ideia de um dos vereadores cerejeirenses. "Tínhamos que botar pressão para essa empresa começar a restaurar a pista partindo de Cerejeiras rumo a Colorado, só depois seguir em frente e fazer até Vilhena. Assim eles seriam obrigados a executar primeiro esse trecho que nunca é restaurado”, diz um dos vereadores cerejeirenses.