A partir do final desta semana entram em cena os novos representantes dos municípios sulistas no Poder Legislativo estadual. A bancada do Cone Sul, que nos anos 90 já chegou a ocupar um quarto da composição da Assembleia Legislativa, agora está reduzida a metade disto, caso se confirme a posse de Ezequiel Neiva (PMDB) na vaga que pode surgir com a convocação do deputado eleito José Clemente “Lebrão”, cotado para o comando do DER. A rigor, na posse dos novos parlamentares, que aconteceu ontem (domingo 1°), a representação do Sul no Parlamento está configurada no reeleito Luizinho Goebel (PV) e na novata Rosangela Donadon (PMDB), que fazem parte de grupos políticos opostos em âmbito local.

A substituição de Lebrão por Ezequiel Neiva está prevista para acontecer até o dia 05. Ele reforça o grupo aliado ao governador Confúcio Moura (PMDB), e neste aspecto soma com Rosangela. Tradicional seguidor do senador Ivo Cassol (PP), Luizinho está do outro lado, pelo menos em tese. No mandato passado, ele conseguiu espaço e prestígio com o governador também reeleito, e de acordo com fontes da FOLHA DO SUL ON LINE, já deu os primeiros passos em rumo à conciliação depois do enfrentamento a Confúcio durante a campanha eleitoral.

Os três deputados sulistas não tiveram apoio do prefeito Zé Rover - exceto Ezequiel- que mesmo não recebendo a atenção que esperava, em algumas oportunidades participou de atividades de campanha com o líder vilhenense. A deputada do bloco Donadon, principal rival de Rover, já deu sinais que de fato desarmou o palanque do ano passado e se colocou à disposição de todos os prefeitos da região, independente do posicionamento que eles adotaram nas eleições. Mas, a rivalidade entre o prefeito vilhenense e o deputado do PV se intensificou bastante na campanha, e há arestas agudas a serem aparadas.

A bancada do Cone Sul pode ainda ter mais um reforço: o ex-prefeito de Cabixi, Chiquinho da Emater, que passa à condição de primeiro suplente da coligação encabeçada pelo PMDB confirmando-se a posse de Ezequiel. A favor dele está o enrosco judicial do eleito pela mesma aliança do petebista Léo Moraes, que enfrenta processo na Justiça Eleitoral sob acusação de abuso de poder econômico.  O que se espera dos representantes sulistas no Legislativo é união em torno de causas comuns da região, independente da bandeira partidária que carregam.