Nesta terça-feira 4, depois das festividades em comemoração à emancipação política de Rondônia, o governador Confúcio Moura (PMDB) visitou com seu secretariado o Pronto Socorro João Paulo II, uma escola estadual na Zona Leste de Porto Velho e a penitenciária Ênio Pinheiro, também na Capital.
A escola visitada pela equipe estava vazia, em razão do feriado. Apenas o guarda e uma funcionária da secretaria estavam no local. Lá, averiguaram como estava a situação da água de beber e do banheiro. “Como sempre, igual a outras tantas escolas públicas, estas partes estavam desleixadas. A aparência não me remeteu a um sentimento de qualquer mudança do perfil de qualidade que deve empreender uma escola no ano 2011”, constatou o governador.
Segundo Confúcio Moura, o João Paulo II está bem mais feio do que é dito. “O quadro é quase dantesco, um verdadeiro horror, sofrimento humano exposto, deprimente à vista de qualquer vivente sadio ou doente. Não combinou o meu discurso à frente do Palácio com a realidade. Rondônia tem o lado bonito e o lado feio. O lado florido e verde floresta e a dor surda, gemida, quase calada, sucumbida de gente pobre, infelizmente, submetida ao poder do Estado, completamente sobrevivida. O Estado não terá motivo para orgulho e nem para respeito enquanto perdurar esta situação. Será a mancha negra em minha vida que há de se apagar, é o que espero”, escreveu em seu blog.
Ainda no blog, Confúcio diz que o que ele viu no João Paulo II é caso de se decretar calamidade pública na saúde de Rondônia. “Ali, com toda boa vontade de médicos e enfermeiros, nada supera o ambiente de improviso, risco de morte a qualquer momento, a inércia absoluta do Estado, uma dor dilacerante que nos corta por dentro e por fora”, disse. “Vou encarar a dramática situação - como uma operação de guerra. Preciso de todo mundo. E vou agir com excepcionalidades que me cabe a lei para a tomada de posição. Porque na guerra é tudo ou nada.”
Na penitenciária Ênio Pinheiro, governador e secretários viram o pátio e uma cela de presos doentes, que, segundo informações, não estariam sendo medicados nem assistidos. “Esse é outro ponto igualmente negro do Estado”, criticou Confúcio. “Além de me indignar, devo agir. Sei que não farei nada por milagre ou desabafo, mas, agir com prudência e determinação, para que no período em que for governador, possa deixar uma marca um pouquinho melhor de dignidade humana, principalmente destes três pontos clamorosos - a saúde, a educação e a segurança pública.”