Modelo que parece ser o preferido de deputados e senadores, o sistema “Distritão” está sendo discutido no Congresso Nacional e, caso seja adotado no pleito de 2014, deve consagrar a hegemonia do deputado Natan Donadon (PMDB) no Cone Sul. Por essa modalidade de escolha, o Estado de Rondônia, que tem oito representantes na Câmara, seria dividido em oito distritos.

Isso significa que o Cone Sul, como um dos distritos, mandaria para o Congresso um único representante: o mais votado na região. Na última eleição, mesmo com os problemas judiciais que enfrentava, Donadon contabilizou o maior número de votos nas sete cidades da região.

Se por um lado essa modalidade tende a polarizar a disputa entre os candidatos mais fortes, por outro evita que postulantes sem ligação com o distrito acabem recebendo os votos da área pré-definida antes das eleições. O método também acaba com o voto de legenda, que permite a vitória de políticos com poucos votos, mas cuja legenda some um total de sufrágios superior a outras.

Hoje, vereadores e deputados são eleitos levando em conta os votos recebidos por cada um e o conjunto de votos obtidos por seus partidos. A legenda com mais votos elege mais representantes. O "distritão" simplificaria a eleição: seriam eleitos os candidatos mais votados, independentemente do desempenho de seus partidos.

Além do “Distritão”, outras modalidades de votação estão sendo discutidas e podem ser implantadas já na eleição municipal do ano que vem. Saiba como funcionam:

VOTO PROPORCIONAL - Outro sistema em debate é o voto proporcional em lista fechada. Nele, os eleitores votam apenas no partido. Após a apuração, verifica-se a proporção de votos recebidos por cada legenda em relação ao total e essa será a mesma proporção de vagas a que cada partido terá direito. O nome dos candidatos constará de uma lista organizada antes das eleições por cada partido. Os eleitos serão aqueles que estiverem nos primeiros lugares da lista, até o limite de vagas conquistadas pela legenda. A diferença desse sistema em relação ao atual é que hoje a lista não é definida previamente, mas construída de acordo com os votos recebidos por cada candidato do partido.

MISTO - Por fim, está em debate também o chamado voto distrital misto, que combina o voto distrital com o voto em lista fechada. Nesse caso, parte das vagas é decidida segundo um dos sistemas, e outra parte, pelo outro. Assim, os eleitores devem votar duas vezes: uma no candidato e outra no partido.