Conhecida por ter índices de endividamento elevados, Vilhena viu seus números de maus pagadores aumentar consideravelmente após a Expovil, feira agropecuária da cidade, encerrada no mês passado. Ainda que o público na festa tenha sido menor este ano e os gastos relativamente mais contidos, o comércio local não escapou do prejuízo. Embora as vendas tenham sido maiores do que em anos anteriores, a inadimplência cobrou o seu preço.
À pedido do jornal FOLHA DO SUL, a ACIV gerou relatórios que comparam o nível de endividamento do consumidor vilhenense. Observou-se que em julho houve aumento de 10,5% no total de consultas realizadas pelo comércio no SCPC. Porém, o número de inclusões no SCPC aumentou de 989 para 1.331, crescimento de 34,5%. Agora, são 14.199 pessoas em Vilhena com débitos no SCPC, variação de 1,5% em comparação com os 13.983 de junho.
A análise dos relatórios dos últimos seis meses, no entanto, mostra uma tendência de queda nos valores não pagos pelos clientes. Em março, por exemplo, o valor devido ao comércio era de R$ 24 milhões. Após decréscimos sucessivos, a cifra estabilizou nos últimos dois meses em R$ 19,5 milhões.
Saiba mais sobre esse problema na edição impressa da FOLHA, que chega às bancas neste sábado.