Horas extras por parte dos efetivos e celetistas ainda vigentes, é uma saída que também pode dar certo.
 
Uma finalização de contratos em massa pode colocar a situação da Educação municipal de Cacoal em um estado crítico a partir deste mês. A situação se dará devido ao fato de que durante o período eleitoral, o atual prefeito Adailton Fúria (PSD), que também é candidato à reeleição, não pode efetuar novas contratações, o que levara à não renovação dos contratos de mais de 60 professores celetistas que atuam na rede municipal.
 
Com vencimentos de agosto até novembro, os contratos após o primeiro ano de 63 professores deveriam ser renovados para não comprometer o fim do ano letivo. Porém, leis eleitorais barram a recontratação e os referidos servidores serão dispensados, deixando as instituições de ensino municipais em uma situação ainda mais crítica do que a que já se encontra pela falta de servidores. A não ser que se encontre uma saída legal.
 
Desesperados com a situação, alguns professores contratados através do processo seletivo 001 de 2023/SEMED, que estão na lista de dispensa após a conclusão do primeiro ano de trabalho, procuraram o vereador Paulo Henrique, que foi até o secretário de Educação, Gildeon Alves, cobrar justificativas e postou o assunto em suas redes sociais.
 
Para a redação do FOLHA DO SUL ON LINE, Paulo Henrique (PL) afirmou que há soluções para o problema sem ferir as leis eleitorais, a fim de garantir o emprego dos servidores e não prejudicar o fechamento do ano letivo municipal, porém, esta não seria uma opção do prefeito e da administração.
 
“Acredito que tinha como resolver de forma legal e sem nenhum problema eleitoral, mas o prefeito e a administração não querem fazer isso e não mostram nada por escrito...porque se você ler a lei 9.504, a Educação é atividade essencial...você não pode deixar de contratar professor para a Educação, independentemente de questão eleitoral. Não é a contratação de professores novos, é a manutenção dos professores que já estão para que a educação não pare ou que venha a sobrecarregar os professores de carreira”, relatou Paulo Henrique.
 
O vereador afirmou ainda que na sessão da Câmara de Cacoal nesta segunda-feira, 05, irá se pronunciar sobre o caso na tribuna e não desistirá da causa.
 
Diante da situação, a reportagem do FOLHA DO SUL  entrou em contato com Gildeon Alves para falar sobre as providências  que serão adotadas pela Secretaria de Educação, porém, este afirmou que assim que possível,  responderá o contato.
 
A reportagem ouviu também Alci Veloso, chefe do setor pedagógico, para saber quais medidas o departamento já estaria adotando para lidar com a defasagem iminente de professores, porém, ele relatou que por hora irá aguardar antes de tomar providências, pois ainda existem questões a serem averiguadas, mas que a opção de trabalhar com a realização de horas extras por parte dos efetivos e celetistas ainda vigentes, é uma saída que também pode dar certo.
 
Vale lembrar que a realização de horas extras não é obrigatória, tendo o servidor, efetivo ou celetista, a opção de aceitar ou não a nova carga horária, que diminuirá seu tempo de planejamento.