Promete “voar cavaco” na briga entre o presidente da Câmara de Vilhena, Junior Donadon, e seu primo, o ex-prefeito Melki Donadon, que é filiado ao PTB, pelo controle do PMDB na cidade. A convenção do partido, marcada para as 19:00h desta quinta-feira, 23, na Câmara Municipal, deve marcar o “racha” definitivo da família, que ganhou várias eleições no Cone Sul contando com a união de seus membros.
Mesmo não sendo mais do PMDB, Melki trabalha nos bastidores para controlar a legenda, com a qual espera contar, no ano que vem, quando terá candidato à prefeitura. Nesta briga, o ex-prefeito aposta no prestígio da cunhada, a deputada estadual eleita pela agremiação no último pleito, Rosângela Donadon.
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com o vereador, que garantiu a realização da convenção, na qual será escolhido o novo diretório local. O próprio Júnior disputa a presidência do PMDB, tendo como vice o ex-vereador Ronaldo Alevato, ironicamente cunhado do ex-deputado Natan Donadon, irmão de Melki.
Segundo o parlamentar, não há motivos para o cancelamento do evento, uma vez que ele teria cumprido todas as formalidades legais previstas no estatuto peemedebista. Sobre uma eventual interferência de Rosângela, Junior explica: “O título eleitoral dela sempre foi de Porto Velho. Se houve transferência do documento para Vilhena, eu não fui comunicado e a deputada, portanto, não pode participar da convenção”.
Ciente de que o primo tentar lhe tomar a legenda, o vereador desabafou: “Os filiados não querem sequer ouvir falar numa possível influência do Melki no partido. São pessoas que nunca tiveram oportunidade no PMDB”, disse, acrescentando que está tranqüilo quanto à vitória de seu nome para continuar à frente da sigla.
NA SURDINA
Entre os partidários de Melki, a principal queixa é que Junior teria preparado uma convenção “clandestina”. Pouca publicidade foi dada ao evento, ao contrário do que outros partidos costumam fazer. A intenção seria, na avaliação dos “Melkistas”, justamente deixar de fora militantes que pudessem tentar melar a vitória do vereador, que teria escolhido a dedo os filiados que apóiam sua candidatura.