Criança de 1 ano e 5 meses morava no distrito do Guaporé
As 17h30 de ontem (quarta-feira, 26), um médico legista confirmou aos pais, Vanessa Nunes Leite e Jessé Timóteo Cabral, a causa da morte da filha deles, Emily Leite Cabral, vítima de um acidente doméstico que resultou em asfixia por afogamento. Nada podia conter a dor de ambos enquanto aguardavam a liberação do corpo da pequena de apenas 1 ano e cinco meses de idade, cujo corpinho foi encontrado dentro de um balde com água na varanda de casa.
Residentes no Distrito do Guaporé há sete anos, Vanessa, que é considerada por conhecidos como uma mãe superprotetora, deixou o restaurante no qual trabalhava na pequena localidade a 90 km de Vilhena, para se dedicar às duas filhas. A mais velha se chama Amanda e tem 7 anos. Ela estava há cerca de 45 dias em casa e foi surpreendida por uma fatalidade que certamente marcou sua vida para sempre. Para confirmar o cuidado que a mãe tinha com a criança, o legista informou também que ela era totalmente saudável e não tinha nenhum outro problema de saúde.
COMO TUDO ACONTECEU
Entre 8 e 9 horas da manhã de quarta-feira, 25, enquanto cuidava dos afazeres da casa junto com as crianças, Vanessa parou o que estava fazendo para atender o chamado de uma vizinha. “Foi questão de cinco minutos e senti falta dela. Quando fui procurar, encontrei minha filha de cabeça para baixo com as perninhas para cima dentro do balde. Quando peguei ela, senti que estava morta. Entreguei ela ao vizinho e entrei em desespero. Gritando, saí correndo para pedir ajuda”, contou a dona-de-casa, lembrando da derradeira cena de Emily em vida, recebendo a última mamadeira feita por ela.
A criança foi levada até o posto de saúde da comunidade, mas os procedimentos não foram o suficiente para reanimar Emily. A mãe relata que o balde era grande e continha pouca água dentro, não entendendo porque não tombou quando a bebê tentava entrar.
O corpo de Emily foi encaminhado para Vilhena onde foram feitos todos os procedimentos técnicos pela Polícia e liberado apenas na parte da tarde. Os próprios pais cuidaram do funeral e a mãe fez questão de escolher a última vestimenta da pequena. “Não dá pra explicar como foi saber que aquela seria a última roupinha que estava comprando pra ela”, disse.
PRESSENTIMENTO
Vanessa revelou ainda que, na mesma noite, sentiu um mal estar, o qual ela define como um pressentimento, e chegou a postar em seu perfil no seu Facebook que estava “se sentindo muito sozinha”. O pai de Emily estava trabalhando em Rolim de Moura quando foi informado da notícia. Segurando o boné dele, que a bebê colocou e posou para fotos semanas antes da tragédia (no mesmo local do acidente, foto secundária), não conseguia conter o sofrimento de ter perdido a caçula. Na noite anterior ao fato, Vanessa revelou que se arrependeu de não ter gravado um vídeo da menina que tanto pedia para chamar o pai de volta para casa.