Sabatinado ontem por uma comissão do Senado, o jurista Luiz Edson Fachin, indicado pela presidenta Dilma Rousseff (PT) para vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal, tem parentesco com um juiz que marcou época em Vilhena. Aposentado compulsoriamente em 2010 e atualmente exercendo a advocacia, o ex-magistrado Leo Antônio Fachin (de camiseta amarela) ganhou prestígio e críticas na cidade, por adotar estilo e comportamento pouco comuns entre juízes. Frequentemente, ele era visto em festas de jovens, andava de moto e usava cabelo amarrado tipo “rabo de cavalo”. A despeito das atitudes “moderninhas”, Fachin era considerado um juiz rigoroso e que ajudava bastante as instituições locais, revertendo em doações as multas aplicadas aos réus que julgava.

Na noite de ontem, através do Facebook, Leo respondeu ao questionamento do FOLHA DO SUL ON LINE sobre a ligação familiar com o professor e procurador paranaense, que precisará ser aprovado por pelo menos 41 senadores para chegar à mais alta Corte do Brasil. Veja sua manifestação sobre o assunto:

“Boa noite, Dimas. Ele é primo do meu pai (segundo meu) e nasceu no interior da pequena Rondinha, cidade ao lado da nossa Constantina, no RS. Mas saiu de lá com os pais rumo ao Paraná ainda muito pequeno. E por lá cresceu e fez carreira. Eu mesmo só vim ter contato com ele quando  já era Magistrado em Rondônia, e porque ambos atuávamos na área de família e discutíamos as mesmas questões sobre propriedade e meio ambiente. Ele é de ideias polêmicas, por isso temos discordâncias, mas ao que sei é inovador e íntegro. Assim, acredito q no STF terá prudência, por isso torço por ele. Abraço”