O Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (CREA) de Rondônia, alegando estar apurando denúncias apresentadas por empresas do segmento de construção civil, deve fazer inspeções em várias escolas públicas estaduais de Vilhena.

Ainda não estão bem claros os motivos que levam a entidade a executar esse tipo de operação, mas há servidores ligados à educação suspeitando que se trata de uma tentativa de impedir que as escolas contratem pequenas empresas para fazer os serviços de pinturas e pequenos reparos nos estabelecimentos de ensino.

Desde que foi anunciada a liberação de R$ 3,5 milhões para a manutenção de colégios estaduais, há uma verdadeira guerra para que o serviço seja repassado a empreiteiras pré-escolhidas. O problema é que alguns diretores de escolas já fizeram as contas e perceberam que fica mais barato comprar o material e contratar apenas a mão-de-obra. Já os construtores e pintores alegam que é inviável “descolar” o serviço do material. Suspeita-se que eles ganhem comissão na compra de tintas e outros itens usados nas obras.

Agora, o que chama a atenção é o CREA se envolver num assunto desses. Enquanto havia escolas caindo aos pedaços, o órgão jamais se mexeu. É o caso, por exemplo, do colégio Shirlei Ceruti (FOTO), que ameaçava desabar antes mesmo de ser inaugurado. Pega muito mal para a entidade essa suposta preocupação com os prédios públicos numa circunstância dessas.