Foram levados a júri popular em Vilhena na manhã desta quarta-feira, 23, os dois homens acusados de um ataque a tiros dentro de uma barbearia na avenida Paraná, no ano passado. O crime teria sido motivado pela “guerra” entre facções criminosas, na disputa por territórios para a venda de drogas na cidade.


Após a tentativa de homicídio, que poderia matado até uma criança que estava no local, a moto dos dois envolvidos falhou e um deles fugiu a pé, pulando o muro de uma escola, onde acabou sendo preso (LEMBRE AQUI).


O comparsa dele teve sua fotografia divulgada e também foi capturado. Ele foi apontado como o piloto da motocicleta usada no crime, e que falhou na hora da fuga (CONFIRA AQUI).


Os acusados que se sentaram hoje no banco dos réus foram Rodrigo Ferreira da Silva (o atirador) e Kayk Júnior Vieira Teixeira (o piloto de fuga). O primeiro foi condenado a 14 anos e 7 meses de prisão, enquanto o outro pegou 13 anos. Os sobreviventes do ataque foram Marcos Daniel dos Reis, o verdadeiro alvo, e Diego da Silva Barroso, este último o proprietário da barbearia onde se deram os disparos.


Ao analisar a denúncia do Ministério Público, os jurados reconheceram, além da autoria do crime, também as qualificadoras do motivo torpe, do recurso que dificultou a defesa da vítima e do emprego de arma de fogo de uso restrito.


Após listar uma série de fundamentos legais, a juíza Fani Angelina de Lima, que presidiu o julgamento, escreveu na sentença condenatória: “Assim, NEGO aos acusados o direito de recorrer em liberdade e DETERMINO a imediata execução provisória das penas. Os acusados deverão ser recomendados na unidade prisional em que se encontram”.