Um setor, no entanto, comemora bons resultados

A incontestável desaceleração da economia nacional parece ter chegado com força ao Cone Sul de Rondônia. Pelo que se escuta de comerciantes dos municípios da região, a situação econômica local não parece ser das melhores.
A primeira queixa de muitos pequenos empresários do Cone Sul, especialmente os do varejo, é que a “crise”, e eles usam este termo, está se refletindo na queda das vendas.
No mês de maio, tradicional por ter o Dia das Mães como o segundo evento do ano que mais fomenta as vendas, perdendo apenas pelo Natal, parece não ter dado muito resultado no comércio de Cerejeiras (FOTO), por exemplo. “Vendemos pouco demais em maio. Estou preocupado”, diz o dono de uma loja de variedades no município.
Segundo uma fonte do FOLHA DO SUL ON LINE, até mesmo uma tradicional loja de eletrodomésticos, de uma rede nacional, está tendo dificuldades para fechar o faturamento com lucro em Cerejeiras. A loja pertencente a uma megaempresa, que atua também em Vilhena e Colorado, estaria despedindo funcionários no município cerejeirense para cortar gastos (não há informações se o mesmo ocorre nas filiais de outros municípios da região).
Em Corumbiara, uma comerciante, proprietária de uma das principais lojas de confecções do município, disse que o consumidor também deu uma parada nas compras. “Senti um baque forte em abril e início de maio. Agora, em junho, as coisas começaram a melhorar, aumentando um pouco as vendas”, disse.
Uma das realidades que ajudam a agravar o quadro, segundo o gerente de um banco presente em Cerejeiras com ponto de atendimento em Corumbiara e Pimenteiras, é o crediário. “Os consumidores, em sua maioria, estão endividados. Eles fizeram compromissos quando a situação econômica era melhor, como a compra de um carro, e agora estão presos em intermináveis parcelas”, disse o gerente bancário.
É o caso, por exemplo, que a dona de um restaurante em Cerejeiras tem percebido. “Um monte de gente atrasou as contas aqui neste ano. Eu ligo, cobro e eles dizem que vão pagar, mas não aparecem. Está havendo um atraso de contas mais que o comum”, diz a comerciária.
Entretanto, parece que a crise não é para todos. Ao site, a proprietária de concessionária e assistência técnica de motos em Cerejeiras e em Corumbiara garante que as vendas de veículos de duas rodas melhoraram neste ano. “Nos últimos meses estamos vendendo mais motos e mais consórcios. Com a crise e o aumento de gasolina, tem gente voltando do carro para a moto, ou que continua com o carro, mas compra uma motocicleta para economizar na gasolina” diz a empresária. Mas faz uma ressalva: “Só estamos sentindo a queda e o atraso das contas é no departamento de mecânica”, explica.